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segunda-feira, 5 de abril de 2010

05/04 – Roupas inteligentes que virão para facilitar nossas vidas

Nos próximos anos, estaremos enchendo os nossos armários com camisas inteligentes, que poderão ler nossa freqüência cardíaca e respiratória, e jaquetas musicais com teclados embutidos de fábrica. Monitores de diodo de baixa emissão de luz (LED) podem ainda ser integrados para mostrar texto e imagens. Roupas computadorizadas serão a próxima etapa para tornar portáteis computadores e equipamentos sem ter de prender dispositivos eletrônicos em nossos corpos ou encher os bolsos com bugigangas. Estas novas roupas digitais não são necessariamente projetadas para substituir o seu PC, mas serão capazes de executar algumas de suas funções.

Roupas computadorizadas são a última palavra em tecnológica portátil. Nesta edição, iremos estudar como estas roupas são feitas, quem as produz e que tipo de produtos poderemos usar na próxima década.

Assim como todas as roupas, o vestuário computadorizado começa com sua própria linha. Algodão, poliéster ou cetim não têm as propriedades necessárias para transportar corrente elétrica às roupas digitais. Entretanto, fios metálicos não são novidade à indústria de roupas. Vimos estes tecidos metálicos, usados para fazer manifestações de moda, durante anos. Pesquisadores estão usando organza de seda, um tecido único que foi usado para fazer roupas na Índia por pelo menos um século.


Organza de seda é
ideal para roupas computadorizadas porque é feita de duas fibras que a torna condutora de eletricidade. A primeira fibra é justamente um fio de seda comum, mas na direção oposta do fio da fibra está a linha de seda que é envolvida em uma fina lâmina de cobre. É esta lâmina de cobre que dá à organza de seda a capacidade de conduzir eletricidade. Cobre é um bom condutor de eletricidade e, alguns fabricantes de microprocessador, estão começando a usar o cobre para acelerar estes equipamentos.

O fio metálico é preparado como o fio telefônico de núcleo de pano, de acordo com os pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Se cortarmos um cabo telefônico em espiral, encontraremos um condutor que é feito de uma lâmina de cobre rodeando um núcleo de fios de náilon ou de poliéster. Pelo fato de os fios metálicos poderem resistir a altas temperaturas, eles podem ser costurados ou bordados com o uso de maquinário industrial. Esta propriedade os torna muito promissores para a produção em massa de roupas computadorizadas.

A organza de seda não é apenas um bom condutor elétrico, sendo as suas fibras espaçadas em intervalos adequados. Desse modo, elas podem ser individualmente endereçadas. Uma tira do tecido pode, basicamente, funcionar como um cabo de fita. Cabos de fita são usados em computadores para conectar drivers de disco aos controladores. Um problema em se usar organza de seda pode aparecer se os circuitos tocarem uns aos outros. Por esta razão, os cientistas usam um material isolante para encapar ou sustentar o tecido.

Uma vez que o tecido é cortado no formato desejado, outros elementos precisam ser anexados, como resistores, capacitores e bobinas. Esses componentes são costurados diretamente no tecido. Componentes adicionais, como LEDs, cristais, transformadores piezoelétricos e outros componentes montados nas bases, se necessário, são soldados diretamente nos fios metálicos. Outros equipamentos eletrônicos podem ser presos no tecido usando-se uma espécie de garra, que fura a linha para criar um contato elétrico. Estes equipamentos podem ser facilmente removidos para limpar o tecido.

Na Georgia Tech, pesquisadores desenvolveram outro tipo de linha para fazer roupas inteligentes. Esta camisa inteligente, é feita de fibras ópticas de plástico e de outras fibras especializadas, costuradas no pano. Estas fibras condutoras ópticas e elétricas vão permitir à camisa comunicar-se, sem fio, com outros equipamentos, transferindo dados dos sensores embutidos nela. Muitas companhias já estão explorando a possibilidade de nos vestir com roupas computadorizadas. Podem ser citadas a IBM, Levis, Philips, Nike e Sensatex. Na Europa, a Levis já está testando a jaqueta musical desenvolvida pelo MIT Media Lab (Departamento de Pesquisa Arquitetura e Urbanismo do MIT).

Fonte: Textile Industry

Tecnologia para facilitar nosso dia-a-dia.

Uma ótima semana a todos.

Atenciosamente.

Sandro F. Voltolini

quinta-feira, 1 de abril de 2010

01/04 – Ressurge a indústria de juta e malva no Brasil

Belém - A indústria da produção de fibras naturais como a juta e a malva, cultivadas nas margens dos rios amazônicos, ressurge como uma opção para enfrentar problemas de poluição gerados pelo uso de sacolas plásticas, apontaram hoje especialistas do setor.

"A juta e a malva já tiveram uma época de auge no Brasil, mas depois as fibras sintéticas começaram a substituí-las e muitas empresas tiveram que fechar. Agora, ressurgem como uma alternativa ecológica", disse à Agência EFE, o agrônomo Arlindo Leão, secretário-executivo do Instituto de Fibras da Amazônia (Ifibram).
O polipropileno passou a substituir as fibras de juta e malva e o algodão na fabricação de pacotes para produtos agrícolas no país.
O transporte a granel, no qual o produto agrícola é levado diretamente nos contêineres de caminhões e navios, sem ser empacotado em sacos, também reduziu a demanda por fibras naturais. Arlindo Leão lembrou que os primeiros cultivos de juta e malva no país remontam à década de 30 e foram trabalho de imigrantes japoneses.
"Para o plantio não se desmata a floresta, pois se usa só as ribeiras dos rios onde não há vegetação e o cultivo dispensa o uso de adubos químicos e agrotóxicos", explicou.
Referência no setor, a Companhia Têxtil de Castanhal processou cerca de 12 mil toneladas de juta, utilizado na fabricação de sacos para embalar café de exportação e batatas-doces e em tecidos para a indústria automotiva, artesanal, de toalhas de mesa ou de móveis.
O gerente de vendas da empresa, Ilton Sagioro, explicou que na produção, realizada com teares irlandeses, suíços e espanhóis, são utilizados apenas aditivos orgânicos e óleos vegetais, o que torna o produto totalmente biodegradável.
Para conseguir atender à demanda no país, de 22 mil toneladas, as empresas brasileiras dedicadas ao setor devem completar a matéria-prima com a importação de entre oito e dez mil toneladas de juta de Bangladesh, único país com capacidade exportadora da fibra.

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

Desejo a todos uma ótima páscoa e que Deus os acompanhe sempre.

Abraços.

Sandro F. Voltolini

segunda-feira, 29 de março de 2010

29/03 – Seja um líder aberto na era das mídias sociais

Lider

O gestor precisa se preparar para abrir mão da necessidade de estar no controle das coisas o tempo todo.

Fazer parte das redes sociais para muitas lideranças pode significar perder o controle. E dessa forma isto está correto. Mas como abrir mão do controle e continuar na liderança? Charlene Li, especialista em mídias sociais, presente no Seminário sobre Estratégia de Redes Sociais da HSM, no dia 25 de março, alerta: “Não participar das redes deixa o líder com menos chances de controle”.

Para ela, ser aberto e liderar desta forma requer da organização e de suas lideranças uma postura de ouvir ideias que podem vir de fora ou de dentro da companhia. Se a empresa estiver bem estruturada não há porque temer a falta de controle. O ideal é identificar os diferentes níveis de abertura que o líder precisará e compreender que a onda das mídias sociais é que controla as ações das lideranças, e não ao contrário.

Charlene aponta 10 passos para uma liderança aberta. A especialista ressalta: “O líder precisa ter confiança e a humildade para abrir mão da necessidade de estar no controle, ao mesmo tempo em que inspira as pessoas a atingir suas metas com dedicação. Crie uma cultura de compartilhamento interno e prepare-se para uma cultura mais aberta”, afirma. Os dez elementos de abertura para as lideranças passam pela explicação, atualização, diálogo, abertura do microfone (deixar as pessoas contribuírem com suas ideias por meio do Crowdsourcing), conhecimento de plataformas, compartilhamento de informações, centralização, democracia, autogestão e distribuição.

Além dos elementos de abertura, o líder deve identificar qual o seu arquétipo de líder e em qual modelo de gestão ele se enquadra. Dos modelos existentes, que passa pela forma centralizada, consensual, democrática e o modelo de distribuição, o último parece ser o mais próximo das redes. Isso porque as informações fluem das extremidades para o centro. “Você líder precisa ser mais aberto para criar uma relação de confiança e de familiaridade com seu público, mas com responsabilidade. E lembre-se: os líderes abertos são bons em entender e se recuperar de um fracasso. Entenda primeiro se você é um líder otimista ou pessimista em relação as redes, mas não se esqueça que as organizações bem sucedidas nas mídias tem uma ou mais pessoas otimistas nas lideranças”, enfatiza Charlene.

Porém mesmo sendo um líder otimista, você ainda pode ter que lidar com gerentes que não reconhecem a importância de uma nova mídia. E então, o que fazer? Segundo Charlene, tenha clareza do benefício da mídia e do que pretende com ela. Mostre aos céticos como essa tecnologia pode ajudar a atingir essas metas. Você pode não conseguir convencer que o twitter é fantástico, mas precisará mostrar que o público que interessa a empresa, está lá.

“O trabalho de convencimento é uma tarefa árdua. Passará pela identificação dos realistas otimistas na organização, da criação de uma política de mídia social para encorajar as outras lideranças da importância das diretrizes e das melhores práticas. Pense em novas maneiras de valor e de estabelecer esse contato. Essas novas relações exigem novas maneiras de liderar. Encontre-as, dê suporte à elas e melhore as falhas. Busque oportunidades para envolver seus clientes nas tecnologias sociais e
alinhe sua estratégia social com as metas estratégicas. E não se esqueça: prepare-se para abrir mão da necessidade de estar no controle das coisas o tempo todo”, finaliza Charlene.

Fonte: HSM Online

Boa semana a todos.

Sandro F. Voltolini

domingo, 28 de março de 2010

28/03 - Conserve seu Jeans no freezer!

Nada de tanque, máquina de lavar ou ferro de passar: bastam 12 horas congelada para a calça jeans estar pronta para ser usada. A novidade foi apresentada em uma feira sobre sustentabilidade em Berlim, na Alemanha, e já inspirou empresários brasileiros antenados com as novidades do mundo da moda. A ideia foi criar uma peça eco-sustentável, que não agredisse o meio-ambiente.

O jeans não precisa ser lavado com água, apenas congelado na geladeira para ser higienizado. A peça será vendida com uma sacolinha com vedação, própria para temperaturas baixas.

Segundo os fabricantes, doze horas dentro do freezer são suficientes para matar as bactérias e tirar o cheiro de uso, mas o ideal é deixar o dobro do tempo. Além disso, as calças são dupla face. É só virar pelo avesso para usar a mesma roupa como se fosse outra sem lavar, passar ou engomar.

O compromisso com a sustentabilidade na fabricação de roupas como esta calça jeans congelável é que o modo de produção é totalmente orgânico. Usam algodão, fibras e tingimentos que não levam químicas nocivas ao meio ambiente em nenhuma das etapas, da matéria-prima à peça finalizada para ir às prateleiras.

Segundo a marca Tristar, que já aderiu a novidade, à medida que congela e descongela, o tecido amacia e a calça fica com o formato do corpo da pessoa. A comercialização das peças no Brasil será feita a partir de abril, através de consultoras de vendas e também em lojas multimarcas.
Estima-se que o preço do produto custe em torno de R$ 300.

Tecnologia facilitando nossa vida...

Tudo de bom a todos.

Sandro F. Voltolini

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

26/01 - Terremoto afeta produção de vestuário no Haiti

Na sequência do terremoto que assolou o país, os estragos causados ao setor de vestuário afetam grande parte da produção e vão demorar meses até serem eliminados. Num dos países mais pobres do mundo, o setor tem um papel fundamental na economia.

O setor de vestuário, que é crucial para o Haiti, viu a sua produção cair de 50% a 70%, de acordo com executivos do setor. Segundo os responsáveis, a retomada da atividade vai demorar pelo menos três meses. “A situação é muito crítica e ainda está sendo avaliada”, afirmou Fernando Capellan, dono do Grupo M, fabricante dominicano de têxteis, que possui uma fábrica com 4.000 trabalhadores na extremidade Norte da ilha.

O Norte do Haiti não foi tão danificado como a capital Port-au-Prince. Por isso, a empresa do Grupo M tem trabalhado em plena capacidade, segundo Capellan. No entanto, o responsável informa que o terremoto destruiu muitas outras fábricas e que o principal porto do país está paralisado, mantendo parada a maior parte da sua produção.

Um dos produtores mais afetados foi o Palm Apparel Group, segundo o qual centenas de trabalhadores foram soterrados quando uma das suas fábricas desmoronou, no pior terremoto registrado no país em 200 anos. De acordo com uma fonte, a empresa de vestuário Quick Response, também foi duramente atingida e provavelmente nunca vai reabrir.

Mike Todaro, diretor da American Apparel Producers Network (APPN) revelou que “poderá levar pelo menos um mês para o porto principal reabrir”, acrescentando que “cerca de 70% da produção do país está estagnada. O local não foi tão duramente atingido como muitos pensavam e o governo está apressando-se para reconstruí-lo, de forma a receber muito material médico necessário para o país tragicamente devastado”.

Um porto inoperante significa que os produtores precisam deslocar as suas mercadorias por caminhão para a fronteira com a República Dominicana, uma tarefa que é difícil, pois muitas estradas estão paralisadas e lotadas com milhares de refugiados que procuram ajuda através da fronteira.

Mas, apesar da tristeza, os executivos estão otimistas no regresso à normalidade em poucos meses. No entanto, afirmaram que o impacto real do terremoto vai atrasar muitos dos melhoramentos necessários à infra-estrutura do Haiti.

O Haiti produz principalmente t-shirts, roupa interior e uniformes, para exportação para o mercado norte-americano. A confecção é um dos principais setores econômicos do país, o mais pobre do Hemisfério Ocidental. “Muito do que existe é produção seriada com maquinaria básica que pode ser restaurada rapidamente”, afirmou Capellan, acrescentando que “a maior parte da produção deverá ser retomada no prazo de três meses, pois os maiores fabricantes não foram afetados”.

No entanto, o governo do Haiti vai precisar trabalhar arduamente para recuperar o investimento no setor, que estava previsto aumentar após a recente aprovação da legislação HOPE II Act (Haitian Hemispheric Opportunity through Partnership Engagement), que permite aos produtores importar matérias-primas a preços mais baixos ou isentas de taxas alfandegárias.

“O Estado vai ter de introduzir incentivos fiscais para motivar as empresas a re-investir e vão precisar fazer algumas reformas”, referiu um observador anônimo. “Também estamos solicitando aos países desenvolvidos, onde esses fabricantes estão sediados, para fornecerem incentivos para ajudar o Haiti a sair desta catástrofe”, prosseguiu.

Muitos produtores norte-americanos, mexicanos e de outras nacionalidades, estavam aumentando os investimentos no Haiti, devido aos benefícios fiscais. Muitos tinham a esperança de que esta legislação ajudaria a trazer o Haiti para fora da obscuridade, explicou Todaro, concluindo que “grande parte dos investimentos previstos acontecerá com atrasos significativos, da mesma forma que a esperança do país tem em melhorar a sua economia em declínio".
Talvez seja realmente esta a melhor saída para este País tão pobre... investimento externo, possibilitando emprego e renda para uma população carente de tudo!!!
Abraço a todos.
Sandro F. Voltolini

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

19/01 - Designer projeta roupa que libera perfume

Britânica usa nanotecnologia para pesquisar tecido que libera perfumes de acordo com o humor do usuário.
A artista plástica e designer britânica Jenny Tillotson planeja usar novas tecnologias para deixar o mundo mais cheiroso. Ela tem um projeto chamado Smart Skin Dress, para desenvolver tecidos que liberariam perfumes de acordo com o humor do usuário. De acordo com o fabricante, isso seria possível por meio do uso de um sistema patenteado como “Scentsory Technology”. A técnica, que reúne microchips, nanotecnologia e química, funcionaria com uma espécie de “nariz eletrônico”, sensível a informações do organismo como respiração e batimentos cardíacos. A ideia é que o aparelho, assim que detectar sinais do organismo interpretados como tristeza, faça a roupa soltar algum perfume para animar a pessoa. Fragrâncias especiais seriam colocadas para cada um dos estados de humor. Para representar essa união entre o acessório e o ser humano, o design do spray é um coração, enquanto os microtubos representariam as veias e artérias do corpo da pessoa. Segundo o site do projeto (http://www.smartsecondskin.com), o Smart Skin Dress poderia liberar vários tipos de perfume e até feromônios.

Apesar de não ter previsão de lançamento, o Smart Second Skin não está só no campo das ideias. Além do projeto ser liderado pela Dra. Jenny Tillotson, que faz parte de um instituto de nanotecnologia no Reino Unido e é associada ao Instituto Britânico de Perfumaria, ele tem como parceiros os pesquisadores Richard Axel e Linda B. Buck, vencedores do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2004, por suas descobertas relacionadas ao olfato humano. Entre os outros contribuidores estão químicos, designers e especialistas em nanotecnologia e acupuntura. Se a ideia vingar, as roupas, jóias e acessórios do futuro poderão ser quase "vivos", interagindo com a pele e os sensores humanos. Neste caso, poderia eventualmente substituir o perfume tradicional, de frasco.
Fonte: Redação Revista Galileu
Até mais.
Sandro F. Voltolini

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

18/01 - Reciclagem em alta e que pode beneficiar têxteis e confecções

Qual o impacto que a a edição feita pelo presidente Lula de MP que prevê crédito presumido de IPI para a indústria que usar matéria-prima reciclada de cooperativas de catadores provocará na cadeia de reciclagem? Lembrando que a MP foi anunciada no final de dezembro e, antes de entrar em vigor, precisará ser regulamentada pelo Ministério da Fazenda nos próximos meses.
Pois bem, segundo o executivo Fernando von Zuben, que é diretor de meio ambiente da Tetra Pak, fabricante de embalagens longa vida, e um entusiasta da reciclagem, a primeira mudança que a medida deve desencadear é um movimento de profissionalização no setor. Isso porque, para ter direito ao crédito do IPI, as empresas recicladoras terão de estar legalizadas e comprar de cooperativas de catadores que estejam na mesma situação. Ou seja, os recicladores só vão se beneficiar da redução do imposto, e as cooperativas de um aumento na venda dos resíduos, se saírem da informalidade. Atualmente, somente filiadas ao Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), uma associação sem fins lucrativos mantida pela iniciativa privada que se dedica a promover a correta gestão dos resíduos, existem cerca de 600 cooperativas de catadores no país. Von Zuben estima que dentro desse universo, apenas 10% já sejam formais. A realidade é parecida além dos muros do Cempre.

Para que a mudança no IPI realmente impulsione a profissionalização e o desenvolvimento da cadeia de reciclagem, o executivo frisa que é importante que a regulamentação da MP seja bem feita. “Não podemos criar um monstrengo, que possa vir, por exemplo, a beneficiar um tipo de resíduo em detrimento de outro”, diz ele. Outra questão delicada se refere à maneira como os benefícios serão divididos dentro da cadeia. Da maneira como está escrita hoje, a MP não beneficia, por exemplo, uma empresa que fabrica camisetas a partir de embalagens PET, mas apenas a empresa recicladora que compra a embalagem das cooperativas para transformá-las em fibras – que então serão vendidas à indústria têxtil. “O correto é que todos que impulsionam a reciclagem sejam premiados”, afirma Von Zuben.

Fonte: Ana Luiza Herzog - portalexame.abril.com.br
Ótima semana a todos.
Sandro F. Voltolini