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quinta-feira, 13 de maio de 2010

13/05 – Blumenauense Nilcatex na Expo-MS Industrial em Campo Grande

Nilcatex será uma das expositoras na Expo-MS Industrial, maior feira de negócios do Mato Grosso do Sul

A Nilcatex será uma das expositoras na edição de 2010 da Expo-MS Industrial, feira realizada no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande, entre 18 e 22 de maio. Promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), o evento é o maior do Estado. Conta com um espaço inteiramente dedicado à realização de negócios. Nessa nova edição, se apresenta com uma dinâmica diferente, muito mais interativa, com a participação de empresários, fornecedores, compradores, atacadistas e parceiros do desenvolvimento sustentável de todo o país e do Mercosul.

Com unidades em Blumenau e Campo Grande, a Nilcatex prepara várias ações para apresentar durante a feira. Entre elas, a personalização de camisas. Uma máquina de bordar estará à disposição no estande para gravar as iniciais dos nomes dos visitantes. Para a decoração serão usados cinco manequins, materiais escolares além de garrafas pet para fazer uma alusão à preocupação ambiental da empresa. Além disso, um carro ficará disponível para visitantes que tiverem interesse em conhecer a fábrica. A Nilcatex, pela primeira vez, participará dos desfiles com as linhas uniformes escolares, promocionais e ecowear.

SOBRE A NILCATEX

A Nilcatex Têxtil iniciou suas atividades em 15 de março de 1993 em Blumenau, em Santa Catarina, principal pólo da indústria têxtil da América Latina, confeccionando camisetas promocionais em malha. A empresa possui um parque fabril com 12,4 mil m² equipado com tecelagem, corte, costura e estamparia. Confecciona suas malhas com fios das melhores procedências, rigorosamente testados em laboratórios, para garantir um padrão de qualidade que supera as expectativas de seus clientes.
Em novembro de 2005, a empresa estabeleceu sua primeira filial fora de Santa Catarina. A cidade escolhida foi Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A unidade exerce atualmente atividades de costura e acabamento de produtos. Hoje, a Nilcatex atende todo o Brasil e Mercosul, com uma variedade de produtos, desde uniformes profissionais e escolares até peças promocionais. Possui ainda a linha ecowear, que é a menina dos olhos da indústria. “A confecção de peças com malha ecológica é a forma de fazer nossa parte para um mundo melhor”, afirma a diretora da empresa Simone Oliveira.

Fonte: Noticenter

Conheço o local em Campo Grande. É muito amplo e atrai muitos visitantes. Faltou apenas observar que no mesmo período temos a Texfair em Blumenau e que vai gerar concorrência entre os dois eventos.

Valeu pessoal… até mais.

Sandro F. Voltolini

terça-feira, 11 de maio de 2010

11/05 – Tecidos com levedura de cerveja?

Processo é parecido com o da produção de cerveja e cria tecidos sustentáveis, biodegradáveis e comestíveislsn global

Peças mostram utilização do tecido biodegradável

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Tanque para fermentar levedura: parece cerveja, mas é roupa

lsn global

Detalhe do tecido feito com levedura

Para acabar com problemas de preços e sanções ao algodão e reduzir a dependência do petróleo usado na fabricação de tecidos sintéticos, uma pesquisadora de Londres desenvolveu um processo para fabricar tecidos por meio da fermentação de levedura, segundo divulgou o LSN Global, site da Agência Voltage, em parceria com The Future Laboratory.
Suzanne Lee é pesquisadora do setor de moda e desenvolvimento de tecidos da faculdade londrina Martins College of Art and Design. Ela, que escreveu um livro sobre fontes alternativas na indústria da moda, agora dá forma às ideias divulgadas na publicação. Em parceria com o cientista Dr David Hepworth, Suzanne desenvolveu um processo parecido com a produção de cerveja, mas para fabricar tecidos.
No processo desenvolvido pela dupla, bactérias fermentam a levedura misturada com chás doces, com o de frutas. Dez dias após o início do procedimento, forma-se uma fibra, que sobe à superfície dos tanques de fermentação. Esta fibra é recolhida, seca, e transformada em tecido.

Para tingir e criar estampas especiais, os inventores usam frutas e vegetais. “As pessoas poderão, literalmente, comer a própria roupa no futuro. Não há valor nutricional na criação, mas as fibras são digestíveis”, diz Suzanne.
Agora a pesquisadora e o cientista trabalham em uma parceria com o departamento de engenharia da faculdade londrina Imperial College para criar maneiras de produzir as fibras e o tecido em larga escala. A ideia é viabilizar a comercialização do material.
Além de comestível, o tecido é biodegradável e o método de produção agride menos o meio ambiente do que a produção de fibra sintética, por exemplo, que utiliza petróleo na fabricação.
Para convencer formadores de opinião da moda de que o tecido, além de tudo, pode ser bonito, a dupla já criou três peças com a invenção: dois modelos de jaqueta e uma camisa com influências orientais.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Então pessoal… brindaremos com nossa camisa ou calça?

Até mais.

Sandro F. Voltolini

domingo, 9 de maio de 2010

09/05 – Como as importações chinesas influenciaram decisões na Dudalina

No fim da década de 90 as importações de vestuário "made in China" sacudiram a Dudalina, fabricante de camisas masculinas. Na época, com 40% de sua produção voltada para fabricação terceirizada de camisas para marcas famosas, a empresa viu seus clientes trocarem os produtos da indústria catarinense pelos importados chineses, bem mais baratos. Com queda de 30% na produção e insegurança em relação ao futuro, a Dudalina chegou a importar roupas chinesas e comercializá-las com uma marca própria por meio de representantes.

"Durou um ano", conta Rui Hess, diretor de exportação e varejo da empresa, sobre a experiência. A competição com os chineses agravou um quadro difícil, que já contava com a alta informalidade do segmento. Surgiu o que pareceu a única solução: o reposicionamento da marca Dudalina.

De uma camisaria que surgiu na década de 60 quase ao acaso porque dona Adelina, mãe de Rui, resolveu dar destino a um lote de tecidos encalhados na loja de secos e molhados, a Dudalina atualmente comercializa três marcas que identificam não só camisas, mas todo tipo de peça do vestuário masculino adulto A e B, das meias ao terno e gravata.

A competição dos produtos chineses tem papel importante na mudança da empresa. "A estratégia é diferenciar nossos produtos em relação aos chineses por meio de maior valor agregado", diz Hess. O cumprimento da meta envolve desde desenvolvimento de roupas no rumo das tendências de moda internacionais, seleção de tecidos, com 38% importados da Europa, e investimento em marketing, que triplicou nos últimos cinco anos. Com o reposicionamento, o tíquete médio de venda das roupas da Dudalina passou de R$ 43,00 em 2005 para R$ 81,00 hoje.

A China foi o motor de uma mudança que se consolidou na última década e iniciou um processo sem fim. Com quatro fábricas espalhadas em Santa Catarina e Paraná, a Dudalina deve inaugurar, até o segundo semestre, seis pontos de venda em São Paulo, numa iniciativa que deixa clara a decisão de ir ao varejo com loja de marca própria. De novo, a China é uma das alavancas da estratégia. "Na loja multimarca, nosso produto continua se encontrando com o chinês e concorrendo com preços menores."

A preocupação com o produto chinês tem sua razão de ser. Nos últimos dez anos a importação de vestuário fabricado na China pulou de US$ 37,4 milhões para US$ 451, 4 milhões, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Nos produtos têxteis os desembarques oriundos da China saltaram de US$ 20,4 milhões em 1999 para US$ 917,4 milhões no ano passado. Em 2010, a perspectiva de crescimento mínimo de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) combinada ao dólar desvalorizado deve manter em patamar elevado não somente as importações de têxteis e confecções como dos demais produtos.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), em 2000, as importações da China eram de US$ 865,2 milhões. Oito anos depois, em 2008, atingiram US$ 20 bilhões. No ano passado, sob o efeito da crise, o desaquecimento do mercado interno fez cair para US$ 15,9 bilhões. Nos últimos dez anos, o número de empresas que importam produtos chineses saltou de 4.438 para 16.853.

A elevação de valores desembarcados trouxe uma mudança no perfil das importações. Na última década os produtos "made in China" atravessaram as portas das lojas de quinquilharias, chegaram aos cabides de roupas de grife e hoje dominam os mostruários de supermercados e lojas de varejo com eletroeletrônicos e eletroportáteis, muitas vezes com design atraente e funções modernas.

"Hoje os produtos que chegam da China têm maior valor agregado", diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Dados da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) revelam elevação dos preços médios de produtos importados da China. O preço médio do total de produtos desembarcados do país asiático aumentou 31,8% na última década. O valor negociado dos bens de consumo não duráveis aumentou 61,2%. Os preços dos bens intermediários tiveram alta de 34,14%.

Ficou definitivamente para trás a China que vendia ao Brasil camisetas de algodão mal-acabadas. O país já fornece ao Brasil bens de capital. Há dez anos, as importações brasileiras de máquinas chinesas era de apenas US$ 188,2 milhões. No ano passado essas compras chegaram a US$ 3,7 bilhões. Os chineses também têm ganhado espaço no fornecimento de matérias-primas à indústria brasileira. A importação de intermediários chineses saltou de US$ 779 milhões em 2000 para US$ 9,5 bilhões no ano passado, tendo chegado a US$ 12,8 bilhões em 2008.

Em 2010, diz Castro, com o aumento de produção deve haver retomada das importações totais, inclusive da China. "Com o dólar baixo e a perspectiva de crescimento da economia, haverá substituição de insumos nacionais por importados."

A forte importação de insumos e matérias-primas da China tem contribuído para o déficit da balança comercial da indústria de transformação. Em 2008, a indústria teve o primeiro déficit , depois de sete anos seguidos de saldos positivos. No ano passado, o quadro se manteve, com déficit de US$ 16,4 bilhões, segundo dados do Mdic. No primeiro trimestre de 2010 o saldo negativo voltou a se ampliar, fechando o período com US$ 7,7 bilhões.

No ano passado, o déficit no período foi de 4,08 bilhões, o que significa crescimento de 89% .

O déficit, para muitos economistas, revela um problema estrutural do país e acende uma luz amarela para a próxima década. "Por enquanto essa questão ainda não causou tanta preocupação porque as exportações de commodities têm garantido tranquilidade às contas externas do país", diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores.

Para 2020, porém, defende Silveira, o Brasil demanda a adoção imediata de políticas públicas e de iniciativas de investimentos do setor privado em áreas nas quais o país ainda pode reagir, como a indústria petroquímica, siderúrgica, têxtil, de calçados e de papel, por exemplo. "O setor de componentes eletrônicos é um bonde que o Brasil já perdeu", acredita.

Alguns economistas lembram que a evolução da corrente de comércio da China com o Brasil é resultado da globalização de mercados. Na verdade os produtos chineses desembarcaram em massa não só no Brasil como no resto do mundo. Enquanto as exportações globais triplicaram de 1998 a 2008, as vendas totais da China cresceram mais de sete vezes. Como resultado, as indústrias brasileiras enfrentam a China não só no mercado interno como no comércio internacional.

Levantamento do escritório brasileiro da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) mostra que os produtos chineses têm levado vantagem na disputa. Entre 1995 e 2008, o ganho de mercado líquido do Brasil na competição com algumas mercadorias "made in China" em um total de 11 blocos regionais foi de US$ 13,6 bilhões. No mesmo período, a China teve ganho de US$ 512,5 bilhões.

Fonte: Valor online

Fica claro no artigo, que o produto Chinês tem cada vez mais valor agregado com preços ainda competitivos. Fiquemos atentos…

Uma boa semana a todos.

Sandro F. Voltolini

domingo, 18 de abril de 2010

18/04 - Novas tendências para a indústria têxtil: o que é a moda sustentável?

divulgação

Sabe aquela camiseta de algodão natural do seu armário que traz geralmente uma mensagem amigável, insígnia de banda de rock ou política? Na verdade, a camiseta pode ser a roupa mais ambientalmente tóxica que você possui. E no Brasil cerca de 450 milhões de peças de camisetas são produzidas por ano.

De acordo com estudo do IISD (Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável), para confeccionar uma camiseta de 250 gramas, na China, utiliza-se, em média, 160 gramas de agrotóxicos. Uma pesquisa do Departamento Agrícola dos Estados Unidos aponta ainda que cerca de um terço dos pesticidas e fertilizantes produzidos no mundo são pulverizados sobre o algodão.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 25% dos inseticidas produzidos mundialmente são utilizados na plantação do algodão e quase metade deles são extremamente tóxicos. O Aldicarbe (ou Temik 150) é, por exemplo, o segundo pesticida mais utilizado na produção de algodão mundial e apenas uma gota dele, absorvida pela pele, é suficiente para matar um adulto.

Levantamento do IISD em conjunto com o Centro para Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Academia Chinesa das Ciências Sociais de Beijing revela que o algodão está no topo da lista de produtos que precisam de controle ambiental. Isso porque a água, os agrotóxicos utilizados no cultivo de algodão, os resíduos deixados nos rios e os restos despejados em aterros fazem com que o ciclo de vida da sua humilde camiseta de algodão tenha deixado um rastro ecológico gigantesco.

Isso explica por que celebridades, como Jason Mraz, apareceram nos Grammys usando ternos de plástico reciclado. Mas o movimento de "ecologização" da indústria da moda levanta uma pergunta ainda mais relevante: o que seria a moda sustentável?

Para encontrar respostas coerentes e práticas seria necessária a opinião de profissionais do lado menos atraente da indústria da moda, como pesquisadores ambientais e engenheiros de produção especializados na fabricação de tecidos, envolvidos em estudos de impacto ambiental.

Para desenvolver uma peça de roupa verdadeiramente orgânica que não seja financeiramente exorbitante, designers, estilistas e consumidores de moda, precisam trabalhar em conjunto com profissionais especializados em gestão de sustentabilidade. No entanto, para ser qualificado como orgânico, o algodão ou lã precisam passar por inspeções e processos sofisticados para não serem tocados por produtos químicos e substâncias tóxicas. Mas a indústria têxtil mundial encontra grande dificuldade para definir os padrões de qualidade mínimos necessários à criação de um produto realmente orgânico e sustentável.

No Brasil, diversos produtores da Paraíba já trabalham com a IFOAM (International Federation of Organic Agriculture Movements) para atender à legislação referente a produtos orgânicos da Comunidade Européia e dos Estados Unidos. Em 2007, cerca de 7.500 hectares nos Estados Unidos foram dedicados à safra de algodão orgânico. E programas como o “North American Organic Fiber Processing Standards” já estão se popularizando junto à indústria da moda.

De acordo com as projeções do DataMonitor, o mercado varejista de vestuário no bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) deverá chegar a US$ 253,6 bilhões em 2013. Por ser o principal produtor e importador de algodão cru e o maior exportador de tecidos de algodão e vestuário acabado do mundo, a indústria têxtil chinesa tem grandes interesses neste novo cenário. Sendo assim, ela já está se organizando para estabelecer requisitos necessários à obtenção de escala na cadeia de produção de roupas orgânicas. Sua cadeia produtiva já passou por danos que precisam ser resolvidos. O avanço do vasto deserto de Takla Makan, por exemplo, cujas dunas engoliram cidades inteiras e apavoram os moradores dos subúrbios de Beijin, tem sido associado à produção industrial do algodão em larga escala na província árida de Xinjiang ocidental.

Além da indústria têxtil, o universo da moda também está se mobilizando. No mês passado, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, em Genebra, realizou a EcoChic: um desfile de moda sustentável, em que designers conhecidos criaram peças de fibras naturais fabricados de forma mais sustentável.

Em fevereiro de 2010, na Fashion Week de Londres, a exposição “Estethica” foi dedicada à moda ecologicamente sustentável. Em março de 2010, o Fashion Institute of Technology em Nova York, uniu forças com a Universidade de Delaware e com a escola de design Parsons para montar uma exposição de moda sustentável, intitulada "Passion for Sustainable Fashion", na qual os estudantes criaram roupas com matérias de origem ética e matérias-primas ecologicamente neutras.

Outra alternativa seria o processo de reaproveitamento de produtos descartados como o Upcycling, do qual o terno de Jason Mraz é um bom exemplo. O problema é descobrir como fazer o Upcycling em escala comercial. O importante é a conscientização de que sustentabilidade não se trata de modismos passageiros e sim de um assunto que deve ser abordado de forma coerente e séria.

Fonte: plenamulher.com.br

Empresas que estiverem atentas as estas mudanças, tem vantagens competitivas e que podem ser amplamente exploradas.

Boa semana a todos

Sandro F. Voltolini

quinta-feira, 15 de abril de 2010

15/04 – Robô que dobra toalhas

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, construíram um robô que seria o primeiro protótipo capaz de dobrar toalhas já produzido.

A tarefa, por mundana que possa parecer, é considerada dificílima para robôs, já que exige uma avaliação precisa das medidas da peça a ser dobrada, além de uma grande habilidade manual.

O robô desenvolvido na universidade da Califórnia leva entre 20 e 25 minutos para dobrar um toalha.

O professor de inteligência artifical da universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, Noel Sharkey, disse à BBC, em tom de brincadeira, que "é mais fácil pôr um avião no ar do que fazer um robô dobrar uma toalha".

No vídeo divulgado pela universidade pode-se ver como o robô avalia o tamanho de cada toalha antes de iniciar a sequência de movimentos.

De acordo com um dos inventores do equipamento, o professor Pieter Abbeel, do Departmento de Engenharia Elétrica e Ciências Aplicadas da Universidade da Califórnia, o avanço atual da tecnologia indica que dentro de dez anos robôs domésticos serão parte integrante das nossas vidas.

Confira o video em:

Robô dobrando toalhas

Valeu, pessoal… bom fim de semana.

Sandro F. Voltolini

segunda-feira, 12 de abril de 2010

12/04 – Etiquetas nano RFID poderão substituir os códigos de barras

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Imagem: Gyou-Jin Cho/Sunchon National University

Apesar das grandes vantagens, as etiquetas RFID ainda são caras. Mas agora um novo processo permitirá que elas sejam simplesmente impressas, exatamente como os códigos de barras.

As etiquetas RFID, também conhecidas como etiquetas inteligentes, há muito prometem substituir os códigos de barras.

Ao contrário das conhecidas barrinhas, que possuem um dado único e permanente, as etiquetas RFID possuem um chip e memória em seu interior, podendo se comunicar com o exterior por meio de tecnologias de transmissão de dados sem fios.

Apesar das grandes vantagens, as etiquetas RFID ainda são caras. Mas agora um novo processo permitirá que elas sejam simplesmente impressas, exatamente como os códigos de barras.

Vantagens das etiquetas RFID

As etiquetas RFID já estão por toda parte, mas ainda longe de atingir todo o seu potencial de criar uma "internet das coisas", onde qualquer objeto terá seu próprio identificador único, uma espécie de IP, podendo ser monitorado e rastreado da produção à reciclagem.

Os benefícios são inúmeros. Imagine, por exemplo, passar pelo caixa do supermercado sem precisar retirar as compras do carrinho: um leitor ao lado do caixa simplesmente lê todas as etiquetas dos produtos por meio de uma conexão sem fios.

Os supermercados também poderão ter leitores em suas gôndolas, avisando imediatamente quando o estoque de um produto cair abaixo de uma certa quantidade, acionando o repositor.

As conhecidas placas de "fechado para balanço" no fim do ano também serão coisa do passado, já que o controle de estoque estará sempre atualizado.

Chip de imprimir

Agora, um grupo de cientistas norte-americanos e coreanos descobriu uma forma de resolver um dos maiores gargalos para a adoção em larga escala das etiquetas inteligentes: o seu preço.

Os cientistas da Universidade Rice, nos Estados Unidos, e Sunchon, na Coreia do Sul, desenvolveram um chip que pode ser impresso sobre qualquer embalagem, da mesma forma que os códigos de barra.

As etiquetas RFID hoje são fabricadas na forma de etiquetas mesmo, em vários formatos, mas sempre como um objeto separado, que deve ser colado sobre o produto a ser monitorado.

A impressão direta tem o potencial para reduzir o custo do próprio chip RFID, assim como reduzir um passo no processo industrial de fabricação. Essencialmente, a máquina que hoje imprime o código de barras poderia ser substituída pela "máquina de imprimir chips".

Tinta de nanotubos de carbono

A técnica utiliza uma tinta na qual estão dissolvidos nanotubos de carbono.

Aplicada por uma impressora jato de tinta, a tinta com nanotubos é usada para desenhar os transistores que formam o chip da etiqueta RFID. No estágio atual, ela pode ser utilizada para imprimir os circuitos eletrônicos sobre papel ou plástico.

Este mesmo princípio - a dissolução de nanotubos de carbono em uma solução para formar uma tinta - já foi aplicado para imprimir transistores e células solares e até para imprimir uma bateria de papel.

A técnica é capaz de imprimir também a antena, os eletrodos e as camadas dielétricas, em um processo feito em três etapas.

As etiquetas inteligentes resultantes são do tipo passivo, o que significa que elas não precisam de bateria para funcionar. A energia para ler seus dados é suprida pelo leitor e captada pela mesma antena usada para fazer a transmissão.

Rotogravura

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Imagem: Gyou-Jin Cho/Sunchon National University

Os pesquisadores estão agora desenvolvendo a tecnologia para que ela possa ser aplicada nos processos de impressão rotativa utilizada na indústria de embalagens. Isso envolve passar o processo de impressão dos chips RFID da tecnologia de jato de tinta para a rotogravura.

O próximo protótipo deverá ser uma etiqueta RFID de 16 bits, capaz de conter uma quantidade maior de informações, dando maior flexibilidade ao uso das etiquetas inteligentes.

Será necessário também reduzir o tamanho das etiquetas impressas, uma vez que as atuais ainda são maiores do que os códigos de barra.

Os pesquisadores estão agora desenvolvendo a tecnologia para que ela possa ser aplicada nos processos de impressão rotativa utilizada na indústria de embalagens.

Isso envolve passar o processo de impressão dos chips RFID da tecnologia de jato de tinta para a rotogravura.

Eles esperam ter o processo pronto para uso comercial em três anos.

Toxicidade dos nanotubos de carbono

Quanto à preocupação de contar com nanotubos de carbono em cada embalagem, os pesquisadores afirmam que a quantidade dessas nanoestruturas em cada chip é pequena demais para representar qualquer risco à saúde dos consumidores.

"A quantidade de nanotubos em uma etiqueta RFID é provavelmente menor do que um picograma. Isto significa que se poderá fabricar um trilhão de etiquetas inteligentes usando um grama de nanotubos de carbono - uma quantidade muito pequena." afirmam eles.

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica

Valeu pessoal…

Sandro F. Voltolini

terça-feira, 6 de abril de 2010

06/04 – Hering - Pioneirismo na reintegração social de detentos

Presidente do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes, esteve em Blumenau para assinar convênio.

BLUMENAU - A assinatura de um convênio entre Cia Hering, Conselho Nacional de Justiça, governo do Estado e Presídio Regional de Blumenau dará chance de reintegração social a detentos. A adesão ao programa Começar de Novo ocorreu na sede da empresa, a primeira de SC a aderir ao programa. Entre as autoridades presentes esteve o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Gilmar Mendes.
Há quatro anos a Hering participa de um programa parecido em Goiás, onde tem três parques fabris. Lá, são contemplados 230 internos. Em Blumenau, o convênio prevê que a indústria têxtil passe a oferecer 20 vagas para apenados do regime fechado. Os detentos, que serão selecionados pela direção da unidade prisional, vão etiquetar, dobrar e embalar peças de vestuário. Eles receberão salário por produção e também terão redução de pena. A cada três dias trabalhados, um dia será descontado da pena. A previsão é que o trabalho comece ainda no primeiro semestre deste ano.
Mendes ressaltou a importância da união entre iniciativa privada, poderes Executivo e Judiciário para diminuir a reincidência de crimes por ex-detentos. Hoje, os presídios do país têm 470 mil pessoas.
– Os indicadores mostram que, se não houver nenhum programa de reinserção social, vamos continuar com esse alto índice de delinquência. Por isso a importância de programas como esse que estamos celebrando com a Hering – disse Mendes, que se despede da presidência do STF no dia 23.
O presidente do Conselho Administrativo da indústria têxtil, Ivo Hering, diz que a intenção é ampliar o projeto para a ala de regime semiaberto. Assim, os presos poderão trabalhar no parque fabril.
– Esses detentos poderão ser contratados após terem cumprido a pena ou serem contratados por outras empresas – afirmou Hering.

Começar de Novo

- Seleção: será feita pela direção da unidade prisional e contemplará 20 detentos

- Trabalho: etiquetar, dobrar e embalar peças de vestuário

- Turnos: oito horas diárias, de segunda à sexta-feira

- Remuneração: será por produção. Os valores não foram divulgados. A lei prevê um piso de dois terços do salário mínimo (R$ 170).

- Pena: a cada três dias trabalhados, terão um dia a menos de pena

O programa

- O programa foi lançado em dezembro de 2008 pelo Conselho Nacional de Justiça e conta com a adesão de empresas e governos.

- O objetivo é sensibilizar órgãos públicos e sociedade para ações de reinserção social de presidiários e ex-detentos.

- Atualmente, pelo projeto são oferecidas 703 vagas de trabalho e 1.214 para cursos de capacitação.
Fonte: Jornal de Santa Catarina

Iniciativa exemplar para reintegração social. Sem dúvida uma forma de combater os indices de criminalidade e reduzir o retorno ao sistema prisional destes que já cumpriram suas penas.

Sandro F. Voltolini