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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

17/02 – Palmilha promete acabar com o “chulé”!

Uma nova palmilha de calçado, está sendo desenvolvida para acabar com um probleminha nada agradável: o chulé.

Uma boa notícia pra quem enfrenta este infortúnio e já não aguenta mais o uso dos talcos e promessas: um novo produto da empresa Dublauto promete acabar com o mau cheiro nos pés utilizando nanotecnologia.

A empresa que já possui unidades de estudos em duas cidades brasileiras nos Estados do Rio Grande do Sul e São Paulo, está desenvolvendo um componentes para calçados e têxteis que utilizam algo batizado como tecnologia das partículas anãs”, feito para acabar com estes probleminhas diários.

De acordo com projeto componentes internos dos calçados , como palmilhas, passarão a fazer uso de uma tecnologia capaz de absorver o impacto das pisadas, além de manter os pés sempre secos e arejados com uma temperatura adequada, acabando tanto com o desconforto, quanto com qualquer vestígio mau cheiroso.

Constituída de três camadas montadas em uma estrutura única, a “Sequinha”, possui incorporada em seu material uma espécie de tratamento nanotecnológico antimicrobiano, que previne o mau cheiro e até algumas doenças, como o pé-de-atleta. Enquanto isso, o forro Dry Soft, se encarrega da função de absorver todo o suor dos pés.

Quer mais? Além de exterminar com o mau-cheiro, o material da palmilha libera microcápsulas com fragrância continuamente, conforme o atrito natural de uma caminhada, deixando os pés cheirosos e hidratado, auxiliando na cicatrização de pequenas fissuras, na regeneração das células e na ativação da circulação sanguínea.

Fonte: http://www.lazertecnologia.com/

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

15/02 - Upman lança cuecas com fibras de leite

A Upman, marca de underwear masculino, apresenta modelos de cuecas boxer com aroma e estampa de tablete de chocolate e a mesma opção para a versão em menta, com estampa de pastilhas. Ambos integram a linha Essences, da nova coleção Inverno 2011.

Outro destaque é o lançamento pioneiro da cueca boxer composta por fibras da proteína do leite. Unindo modal e liocel, as fibras antibacterianas da proteína do leite garantem um toque agradável e resistente no contato ao corpo.


A Upman é a única empresa do segmento a trabalhar com algodão egípcio e oferece produtos com valor agregado em design, acabamento, tecidos e estamparia, traduzindo para o underwear e homewear o melhor em tendências mundiais da moda masculina.


Fonte: www.oconfeccionista.com.br


Retornando as atividades do blog!


Abraços a todos.


Sandro F. Voltolini

sexta-feira, 9 de julho de 2010

09/07 – Crescimento do Setor de Lingerie

Otimista com o crescimento do poder de consumo das brasileiras, as maiores fabricantes de lingerie do país investem em design e tecnologia. E estão mais próximas das consumidoras, investindo também no varejo. De acordo com uma estimativa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), houve crescimento de 11% no faturamento do setor em 2009, que atingiu R$ 5 bilhões. Este ano, as cifras devem manter o mesmo ritmo.

A carioca DeMillus espera um crescimento de 20% no faturamento neste ano, para R$ 400 milhões. Para sustentar a expansão, a empresa já contratou 500 pessoas e até o final do mês deve ampliar o quadro de funcionários com mais 125 trabalhadores. De acordo com o presidente da DeMillus, Abdalla Haddad, só no primeiro semestre a empresa já obteve um aumento de 28% no faturamento em comparação com o mesmo período de 2009. Hoje são produzidas cerca de 140 mil peças por dia e há uma expectativa de ampliar esse volume em 30%.

Abdalla diz que há uma percepção de que as peças com maior valor agregado, com bordados e rendas, ganharam mais atenção por parte das consumidoras. "A lingerie está saindo do mercado mais básica e atraindo mais a atenção das consumidoras. Ela deixou de ser uma figurante e muitas vezes é pensada para ser vista", diz o empresário.

A preocupação em fabricar peças que saiam do básico também atinge os tamanhos grandes, acima do número 50. "Há uma demanda das mulheres que vestem tamanhos 52 e 54 por peças mais sensuais. Estamos atentos a isso", disse o presidente. A DeMillus tem uma fatia de cerca de 20% do mercado nacional de sutiã e 10% de calcinha. São 4.483 funcionários na DeMillus e 845 funcionários em empresas coligadas.

As projeções da Duloren também são otimistas. A empresa investiu R$ 4 milhões em duas novas máquinas que vão acelerar a capacidade de lançamentos. É a possibilidade de colocar a lingerie no mercado de "fast-fashion". Segundo Roni Argalji, presidente da Duloren, a empresa atua com 100 modelos tradicionais e 100 rotativos. Com o investimento, Roni diz que vai ser possível entrar no mercado com um número maior de coleções menores. "É como se fosse uma pequena fábrica dentro da grande", explica. Essa rotatividade faz com que a Duloren ganhe em exposição da marca. O investimento permitirá à Duloren ampliar em 10% a produção de lingerie, que atualmente é de cerca de 1milhão de peças por mês, e contratar mais 250 trabalhadores. A empresa emprega, hoje, 2 mil pessoas. Segundo Roni, a expectativa é crescer de 8% a 9% no faturamento, que está na casa dos R$ 120 milhões.

Com a ajuda de Gisele Bündchen, a Hope também tem expectativa de crescer em 2010. A garota-propaganda imprimiu um efeito imediato nas vendas. Elas estavam empatadas até maio, em relação a 2009. Em junho, cresceram 15% sobre junho de 2009. A informação é da diretora de marketing da Hope, Sandra Chayo. De acordo com ela, a Hope já investiu R$ 4,2 milhões em melhorias na fábrica este ano. A aposta da marca é em tecnologia de acabamento que permite o efeito "nude" (nu, em inglês) nas peças - ou seja, sem costuras visíveis. "É uma tendência mundial", diz Sandra.
Segundo ela, 75% dos modelos têm maior durabilidade e ficam em produção de um a quatro anos. E 25% das coleções acompanham tendências de moda, sendo alteradas para despertar o interesse da consumidora. "A cada duas semanas há novidades nas nossas lojas", diz a executiva.
Sandra explica que há dois tipos de consumidora de lingerie: as que consomem de maneira básica e aquelas que estão sempre em busca de novidades. É para esse tipo de consumidora que a indústria investe na rotatividade de modelos.

Fonte: www.valoronline.com.br

sexta-feira, 2 de julho de 2010

02/07 - Indústria têxtil paulista lança indicadores de desempenho ambiental

O Sinditêxtil (Sindicato da Indústria Têxtil) lançou este mês seu manual de indicadores de desempenho ambiental. O objetivo é fazer com que as empresas passem a adotar critérios de produção mais sustentáveis.

Os indicadores escolhidos pelo Sinditêxtil foram: água consumida, água reutilizada, energia, carga orgânica, geração total de resíduos e resíduos recicláveis.

"Para chegar a esses indicadores levamos cerca de dois anos. A indústria têxtil paulista é pioneira em produção mais limpa. Já nos anos 90 nós topamos participar de um programa piloto junto à Cetesb - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Os técnicos da Companhia passaram semanas dentro de algumas fábricas para mapear onde se consumia mais energia, mais água, onde se gerava mais resíduo. Fomos, por assim dizer, as 'cobaias', logo que se começou a falar seriamente em produção mais limpa", relembra Eduardo San Martin, Coordenador de Meio Ambiente do Sinditêxtil.
A metodologia escolhida pelo Sinditêxtil foi a criação de quatro categorias para medir o consumo de recursos dos processos produtivos: preparação e fiação de fibras têxteis, teclagem sem tinturaria, tecelagem com tinturaria e acabamento em fios, tecidos e artefatos têxteis.
"Mandamos questionários para todas as empresas afiliadas ao sindicato sobre o consumo de água, de energia e a geração de resíduos. Em cada indicador, para cada categoria, chegamos a um intervalo de consumo, com um valor mínimo e um máximo. Quanto mais próxima do menor valor a empresa estiver, mais limpa sua produção", explica San Martin.
O engenheiro de segurança do trabalho e meio ambiente da Coats Corrente, Mário Rodrigues, apóia a iniciativa, e afirma que produzir de maneira mais limpa também significa, em muitos casos, reduzir os custos de produção.
"A Coats Corrente é a pioneira na utilização de água de reúso para aplicação industrial. Fazemos isso desde 1997. Como nossa fábrica fica perto da estação de tratamento da Sabesp, construímos toda a canalização da estação até a sede. Reduzimos em cerca de 80% nosso custo com água", explica Rodrigues.
Não por acaso, o melhor desempenho da empresa é justamente no indicador "água consumida": 190 m³ por tonelada de produto. O intervalo previsto pelo Sinditêxtil na categoria à qual pertence a empresa (tecelagem com tinturaria) vai de 20m³ a 300 m³ por tonelada de produto.

"Precisamos agora trabalhar para melhorar outros indicadores, como o consumo de energia, que está próximo do limite máximo - consumimos 4.600 kw/hora por tonelada de produto e o teto na nossa categoria é de 4.700kw/hora", afirma Rodrigues, salientando que os intervalos que constam do manual ainda são muito grandes, o que dificulta o caminho das empresas rumo à produção limpa.

San Martin concorda que os intervalos por categoria ainda são muito grandes. "Isso é nossa primeira tentativa de estabelecer parâmetros. Agora a idéia é refinar os indicadores para os próximos anos, fazer com que os empresários respondam os questionários com a máxima acuidade possível para tentar reduzir esses intervalos", diz ele.


Fonte: http://www.estadão.com.br/

quinta-feira, 13 de maio de 2010

13/05 – Blumenauense Nilcatex na Expo-MS Industrial em Campo Grande

Nilcatex será uma das expositoras na Expo-MS Industrial, maior feira de negócios do Mato Grosso do Sul

A Nilcatex será uma das expositoras na edição de 2010 da Expo-MS Industrial, feira realizada no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande, entre 18 e 22 de maio. Promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), o evento é o maior do Estado. Conta com um espaço inteiramente dedicado à realização de negócios. Nessa nova edição, se apresenta com uma dinâmica diferente, muito mais interativa, com a participação de empresários, fornecedores, compradores, atacadistas e parceiros do desenvolvimento sustentável de todo o país e do Mercosul.

Com unidades em Blumenau e Campo Grande, a Nilcatex prepara várias ações para apresentar durante a feira. Entre elas, a personalização de camisas. Uma máquina de bordar estará à disposição no estande para gravar as iniciais dos nomes dos visitantes. Para a decoração serão usados cinco manequins, materiais escolares além de garrafas pet para fazer uma alusão à preocupação ambiental da empresa. Além disso, um carro ficará disponível para visitantes que tiverem interesse em conhecer a fábrica. A Nilcatex, pela primeira vez, participará dos desfiles com as linhas uniformes escolares, promocionais e ecowear.

SOBRE A NILCATEX

A Nilcatex Têxtil iniciou suas atividades em 15 de março de 1993 em Blumenau, em Santa Catarina, principal pólo da indústria têxtil da América Latina, confeccionando camisetas promocionais em malha. A empresa possui um parque fabril com 12,4 mil m² equipado com tecelagem, corte, costura e estamparia. Confecciona suas malhas com fios das melhores procedências, rigorosamente testados em laboratórios, para garantir um padrão de qualidade que supera as expectativas de seus clientes.
Em novembro de 2005, a empresa estabeleceu sua primeira filial fora de Santa Catarina. A cidade escolhida foi Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A unidade exerce atualmente atividades de costura e acabamento de produtos. Hoje, a Nilcatex atende todo o Brasil e Mercosul, com uma variedade de produtos, desde uniformes profissionais e escolares até peças promocionais. Possui ainda a linha ecowear, que é a menina dos olhos da indústria. “A confecção de peças com malha ecológica é a forma de fazer nossa parte para um mundo melhor”, afirma a diretora da empresa Simone Oliveira.

Fonte: Noticenter

Conheço o local em Campo Grande. É muito amplo e atrai muitos visitantes. Faltou apenas observar que no mesmo período temos a Texfair em Blumenau e que vai gerar concorrência entre os dois eventos.

Valeu pessoal… até mais.

Sandro F. Voltolini

terça-feira, 11 de maio de 2010

11/05 – Tecidos com levedura de cerveja?

Processo é parecido com o da produção de cerveja e cria tecidos sustentáveis, biodegradáveis e comestíveislsn global

Peças mostram utilização do tecido biodegradável

lsn global

Tanque para fermentar levedura: parece cerveja, mas é roupa

lsn global

Detalhe do tecido feito com levedura

Para acabar com problemas de preços e sanções ao algodão e reduzir a dependência do petróleo usado na fabricação de tecidos sintéticos, uma pesquisadora de Londres desenvolveu um processo para fabricar tecidos por meio da fermentação de levedura, segundo divulgou o LSN Global, site da Agência Voltage, em parceria com The Future Laboratory.
Suzanne Lee é pesquisadora do setor de moda e desenvolvimento de tecidos da faculdade londrina Martins College of Art and Design. Ela, que escreveu um livro sobre fontes alternativas na indústria da moda, agora dá forma às ideias divulgadas na publicação. Em parceria com o cientista Dr David Hepworth, Suzanne desenvolveu um processo parecido com a produção de cerveja, mas para fabricar tecidos.
No processo desenvolvido pela dupla, bactérias fermentam a levedura misturada com chás doces, com o de frutas. Dez dias após o início do procedimento, forma-se uma fibra, que sobe à superfície dos tanques de fermentação. Esta fibra é recolhida, seca, e transformada em tecido.

Para tingir e criar estampas especiais, os inventores usam frutas e vegetais. “As pessoas poderão, literalmente, comer a própria roupa no futuro. Não há valor nutricional na criação, mas as fibras são digestíveis”, diz Suzanne.
Agora a pesquisadora e o cientista trabalham em uma parceria com o departamento de engenharia da faculdade londrina Imperial College para criar maneiras de produzir as fibras e o tecido em larga escala. A ideia é viabilizar a comercialização do material.
Além de comestível, o tecido é biodegradável e o método de produção agride menos o meio ambiente do que a produção de fibra sintética, por exemplo, que utiliza petróleo na fabricação.
Para convencer formadores de opinião da moda de que o tecido, além de tudo, pode ser bonito, a dupla já criou três peças com a invenção: dois modelos de jaqueta e uma camisa com influências orientais.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Então pessoal… brindaremos com nossa camisa ou calça?

Até mais.

Sandro F. Voltolini

domingo, 9 de maio de 2010

09/05 – Como as importações chinesas influenciaram decisões na Dudalina

No fim da década de 90 as importações de vestuário "made in China" sacudiram a Dudalina, fabricante de camisas masculinas. Na época, com 40% de sua produção voltada para fabricação terceirizada de camisas para marcas famosas, a empresa viu seus clientes trocarem os produtos da indústria catarinense pelos importados chineses, bem mais baratos. Com queda de 30% na produção e insegurança em relação ao futuro, a Dudalina chegou a importar roupas chinesas e comercializá-las com uma marca própria por meio de representantes.

"Durou um ano", conta Rui Hess, diretor de exportação e varejo da empresa, sobre a experiência. A competição com os chineses agravou um quadro difícil, que já contava com a alta informalidade do segmento. Surgiu o que pareceu a única solução: o reposicionamento da marca Dudalina.

De uma camisaria que surgiu na década de 60 quase ao acaso porque dona Adelina, mãe de Rui, resolveu dar destino a um lote de tecidos encalhados na loja de secos e molhados, a Dudalina atualmente comercializa três marcas que identificam não só camisas, mas todo tipo de peça do vestuário masculino adulto A e B, das meias ao terno e gravata.

A competição dos produtos chineses tem papel importante na mudança da empresa. "A estratégia é diferenciar nossos produtos em relação aos chineses por meio de maior valor agregado", diz Hess. O cumprimento da meta envolve desde desenvolvimento de roupas no rumo das tendências de moda internacionais, seleção de tecidos, com 38% importados da Europa, e investimento em marketing, que triplicou nos últimos cinco anos. Com o reposicionamento, o tíquete médio de venda das roupas da Dudalina passou de R$ 43,00 em 2005 para R$ 81,00 hoje.

A China foi o motor de uma mudança que se consolidou na última década e iniciou um processo sem fim. Com quatro fábricas espalhadas em Santa Catarina e Paraná, a Dudalina deve inaugurar, até o segundo semestre, seis pontos de venda em São Paulo, numa iniciativa que deixa clara a decisão de ir ao varejo com loja de marca própria. De novo, a China é uma das alavancas da estratégia. "Na loja multimarca, nosso produto continua se encontrando com o chinês e concorrendo com preços menores."

A preocupação com o produto chinês tem sua razão de ser. Nos últimos dez anos a importação de vestuário fabricado na China pulou de US$ 37,4 milhões para US$ 451, 4 milhões, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Nos produtos têxteis os desembarques oriundos da China saltaram de US$ 20,4 milhões em 1999 para US$ 917,4 milhões no ano passado. Em 2010, a perspectiva de crescimento mínimo de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) combinada ao dólar desvalorizado deve manter em patamar elevado não somente as importações de têxteis e confecções como dos demais produtos.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), em 2000, as importações da China eram de US$ 865,2 milhões. Oito anos depois, em 2008, atingiram US$ 20 bilhões. No ano passado, sob o efeito da crise, o desaquecimento do mercado interno fez cair para US$ 15,9 bilhões. Nos últimos dez anos, o número de empresas que importam produtos chineses saltou de 4.438 para 16.853.

A elevação de valores desembarcados trouxe uma mudança no perfil das importações. Na última década os produtos "made in China" atravessaram as portas das lojas de quinquilharias, chegaram aos cabides de roupas de grife e hoje dominam os mostruários de supermercados e lojas de varejo com eletroeletrônicos e eletroportáteis, muitas vezes com design atraente e funções modernas.

"Hoje os produtos que chegam da China têm maior valor agregado", diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Dados da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) revelam elevação dos preços médios de produtos importados da China. O preço médio do total de produtos desembarcados do país asiático aumentou 31,8% na última década. O valor negociado dos bens de consumo não duráveis aumentou 61,2%. Os preços dos bens intermediários tiveram alta de 34,14%.

Ficou definitivamente para trás a China que vendia ao Brasil camisetas de algodão mal-acabadas. O país já fornece ao Brasil bens de capital. Há dez anos, as importações brasileiras de máquinas chinesas era de apenas US$ 188,2 milhões. No ano passado essas compras chegaram a US$ 3,7 bilhões. Os chineses também têm ganhado espaço no fornecimento de matérias-primas à indústria brasileira. A importação de intermediários chineses saltou de US$ 779 milhões em 2000 para US$ 9,5 bilhões no ano passado, tendo chegado a US$ 12,8 bilhões em 2008.

Em 2010, diz Castro, com o aumento de produção deve haver retomada das importações totais, inclusive da China. "Com o dólar baixo e a perspectiva de crescimento da economia, haverá substituição de insumos nacionais por importados."

A forte importação de insumos e matérias-primas da China tem contribuído para o déficit da balança comercial da indústria de transformação. Em 2008, a indústria teve o primeiro déficit , depois de sete anos seguidos de saldos positivos. No ano passado, o quadro se manteve, com déficit de US$ 16,4 bilhões, segundo dados do Mdic. No primeiro trimestre de 2010 o saldo negativo voltou a se ampliar, fechando o período com US$ 7,7 bilhões.

No ano passado, o déficit no período foi de 4,08 bilhões, o que significa crescimento de 89% .

O déficit, para muitos economistas, revela um problema estrutural do país e acende uma luz amarela para a próxima década. "Por enquanto essa questão ainda não causou tanta preocupação porque as exportações de commodities têm garantido tranquilidade às contas externas do país", diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores.

Para 2020, porém, defende Silveira, o Brasil demanda a adoção imediata de políticas públicas e de iniciativas de investimentos do setor privado em áreas nas quais o país ainda pode reagir, como a indústria petroquímica, siderúrgica, têxtil, de calçados e de papel, por exemplo. "O setor de componentes eletrônicos é um bonde que o Brasil já perdeu", acredita.

Alguns economistas lembram que a evolução da corrente de comércio da China com o Brasil é resultado da globalização de mercados. Na verdade os produtos chineses desembarcaram em massa não só no Brasil como no resto do mundo. Enquanto as exportações globais triplicaram de 1998 a 2008, as vendas totais da China cresceram mais de sete vezes. Como resultado, as indústrias brasileiras enfrentam a China não só no mercado interno como no comércio internacional.

Levantamento do escritório brasileiro da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) mostra que os produtos chineses têm levado vantagem na disputa. Entre 1995 e 2008, o ganho de mercado líquido do Brasil na competição com algumas mercadorias "made in China" em um total de 11 blocos regionais foi de US$ 13,6 bilhões. No mesmo período, a China teve ganho de US$ 512,5 bilhões.

Fonte: Valor online

Fica claro no artigo, que o produto Chinês tem cada vez mais valor agregado com preços ainda competitivos. Fiquemos atentos…

Uma boa semana a todos.

Sandro F. Voltolini