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terça-feira, 1 de março de 2011

01/03 - Brandili: incremento de 20% em 2010 e projeção de crescimento em 2011

Fabricante catarinense credita a ascensão no faturamento às apostas na classe C e às boas vendas realizadas na região Nordeste do País.
Há 46 anos no mercado, a Brandili Têxtil planeja para 2011 um aumento de 15% no seu faturamento. Com 1.560 colaboradores e quatro marcas destinadas aos públicos infantil e teen, a empresa disponibilizou no mercado cerca de 15 milhões de peças, apenas em 2010.
Com uma oferta baseada em produtos de qualidade, em sintonia com as tendências da moda e ótima relação custo-benefício, a Brandili Têxtil atribui o crescimento de 20% no ano passado ao alto consumo da classe C e da região Nordeste, para a qual desenvolve coleções especiais de São João e Verão Tropical, por conta do constante calor.
“O ano que passou superou as nossas expectativas. Creditamos esse resultado à aposta de longa data em mercados antes pouco valorizados como a classe C e toda a região Nordeste. Enquanto algumas marcas estão se adaptando para atender esse consumidor com alto potencial de compra, a Brandili já sabe exatamente como tratá-lo por tê-lo como foco há muitos anos”, afirma Germano Costa, gerente comercial e marketing da Brandili Têxtil.
Apesar de representar apenas uma simbólica parcela de 2,5% do faturamento total, o período também foi promissor para as exportações. As transações cresceram cerca de 8% no ano passado e se destacaram na atuação em países do Mercosul.
Brandili investe
Em números gerais, em 2010 foram investidos cerca de R$ 8 milhões em equipamentos, estrutura e humanização, para deixar os processos e os espaços mais agradáveis para o convívio e para o trabalho. Além disso, a Brandili Têxtil inaugurou em novembro a sua primeira filial, em Otacílio Costa (SC), com 1.200m² construídos, a fim de elevar sua capacidade produtiva em 19%. Cerca de 150 costureiras já estão trabalhando no local, escolhido, dentre outros fatores, por ser uma cidade madeireira carente de empregos direcionados ao público feminino.

Unidade da Brandili Têxtil em Otacílio Costa (SC) / Divulgação

Preocupada também com as questões ambientais, a Brandili Têxtil investe fortemente a favor de uma melhor utilização da água, visando à sustentabilidade. No último ano, foram inauguradas estações tecnológicas para tratamento de efluentes e água, com um investimento de quase R$ 4 milhões.
Fatores econômicos
No segundo semestre de 2010, apesar do momento positivo para investir por conta da valorização do Real – que resultou na queda dos juros –, a alta do algodão somada aos baixos estoques mundiais da matéria-prima impactaram diretamente o setor têxtil, tornando o momento desconfortável para os negócios. Mas a Brandili Têxtil, por sua vez, lidou muito bem com a situação, já que não sofreu com o desabastecimento e aproveitou para remanejar os preços de forma amena.
Perspectiva 2011
O ano mal começou e a Brandili Têxtil já iniciou uma série de expansões com o objetivo de aumentar a capacidade produtiva da empresa até o fim deste ano. Para isso, já iniciou a ampliação da filial de Otacílio Costa em mais 900 m² de área construída e, até o fim do ano, realizará a contratação de 200 novas costureiras, além de investir na modernização do maquinário.

Setor de confecção da empresa / Divulgação

Entre as melhorias, também está a implementação do Sistema Lean, de manufatura enxuta, visando à otimização da produção para reduzir estoques, tempo, desperdício de matéria-prima e melhorar a qualidade de vida no ambiente corporativo.
Para completar, a empresa tem um projeto ambicioso para expansão do varejo próprio. Para este ano está prevista a inauguração de mais quatro lojas próprias, todas em São Paulo, e a reconstrução da loja da fábrica, de 400m², em Apiúna (SC).

Loja conceito da Brandili Têxtil / Divulgação

Mais sobre a Brandili Têxtil
Criada em 1964, a Brandili Têxtil, um dos principais players do setor, mantém dois parques fabris nas cidades de Apiúna e Otacílio Costa (SC). Seu consumo mensal de malha é de 230 toneladas. Ao ano, cerca de 15 milhões de peças são produzidas.
Preocupada com o bem-estar dos colaboradores, a empresa investe constantemente em estrutura, equipamentos, qualificação profissional e programas sociais. Também dedica grande atenção às peculiaridades de cada região, elaborando coleções especiais para os Estados do Norte e do Nordeste brasileiro.
A qualidade das peças e as propostas visuais inovadoras são reconhecidas e valorizadas pelo mercado, o que reforça seu posicionamento como líder desse segmento entre as mães e as crianças. A Loja Virtual e o Blog Moda Infantil estão disponíveis no site da Brandili:
http://www.brandili.com.br/

Fonte: http://www.midiamoda.com.br/

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

28/02–Reflexos da alta do algodão

A alta da cotação internacional do algodão, que soma 270% nos últimos 12 meses, começa a trazer reflexos para a indústria têxtil nacional. Depois de um início de 2010 com forte ritmo de produção, o sentimento é que 2011 começa com o freio de mão puxado nas encomendas para o varejo. Reajustes nas tabelas de preços que se concentraram em dezembro e janeiro - em alguns casos, os produtos tiveram aumento de 40% - influenciaram o cenário.
Depois de um 2010 com crescimento de 16% no faturamento, o que representou R$ 196 milhões em vendas, a Lepper, de Joinville, começa 2011 ponderando planos de investimento. "Toda a novidade leva a uma reflexão", diz Gabriela Loyola, vice-presidente da companhia. A Lepper aplicou reajustes na tabela de preços em dezembro e janeiro. "O algodão sobe todo o dia", explica Gabriela.
"Janeiro e fevereiro foram bem freados. Ninguém quer aumentar os preços no seu ponto de venda", avalia Gabriela. Para este ano, a previsão da Lepper é crescer 15% em volume de vendas.
Para a Altemburg, os repasses de preço do algodão começaram este ano. Segundo Gláucio Gil de Souza Braga, diretor comercial da empresa com sede em Blumenau, os aumentos têm sido feitos de forma gradativa para não assustar o varejo. "Os clientes absorveram bem os aumentos e vamos fechar o primeiro trimestre dentro dos objetivos de crescimento", diz. Segundo Braga, a carteira de pedidos para março já assegura o cumprimento de metas para o período. "Apesar das altas, não reduzimos nosso orçamento nem previsão de receita", disse.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, apesar do preço do algodão, o ano deve continuar normalmente para o setor. "Temos um começo de ano mais represado se compararmos com 2010, mas o ano passado foi muito aquecido", avalia. Para Kuhn, a grande dúvida é como o consumidor vai reagir aos repasses dos valores, que começaram em janeiro. O preço do quilo da fibra do algodão passou de R$ 2,50, em fevereiro de 2010, para cerca de R$ 7,50 em fevereiro deste ano, segundo cálculos do Sintex.
O aumento no número de empregos tem sido favorável para a Flexiv, empresa paranaense especializada em móveis para escritório. Se 2009 foi um ano de queda nas vendas e 2010 de recuperação, o que se viu no primeiro bimestre de 2011 foi crescimento na demanda, informa o sócio Ronaldo Duschenes, que atingiu a meta prevista para janeiro e fevereiro e projeta alta de 20% nas receitas.

Fonte: www.valoronline.com.br

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

24/02 - Indústrias catarinenses adotam modelo alemão de gestão ambiental

Teve início na semana passada uma série de workshops com consultores da empresa alemã Arqum, uma das responsáveis por gerenciar, juntamente com o SENAI/SC, o projeto REEF Santa Catarina. O trabalho é fruto de um acordo do SENAI com a Universidade de Stuttgart, da Alemanha, para a realização conjunta de consultoria ambiental. Dez empresas de Santa Catarina participam do projeto e terão subsídios para a realização das consultorias.
O primeiro encontro foi realizado em Blumenau e abordou as tecnologias inovadoras para otimizar o tratamento de água residual. Até o final do ano, estão previstos mais sete workshops com especialistas alemães e do SENAI/SC. As empresas participantes também receberão consultoria para atender às suas necessidades específicas sobre melhorias em tratamento de efluentes, matriz energética, geração de resíduos sólidos, reciclagem de água, remoção de cor, redução de custos com tratamento de efluentes, entre outros.
A parceria entre o SENAI e a universidade alemã foi fechada depois de dois anos de trabalhos em conjunto, chamados de ações de curta duração. Os trabalhos permitiram o conhecimento da forma de atuação e a identificação de potenciais clientes. As dez empresas selecionadas devem ser as mesmas nas quais foram realizadas as atividades que antecederam a formalização da parceria. As consultorias, com duração prevista de dois anos, identificarão oportunidades de refinar o uso dos recursos naturais e energia, com repercussão na redução de efluentes, resíduos sólidos economia de energia.
Os projetos serão financiados pelo instituto DEG, ligado ao governo alemão e que financia projetos de ciência e tecnologia. As empresas brasileiras beneficiadas deverão participar com quase 50% do valor do projeto, por meio de contrapartidas econômicas, aquelas que não representam desembolsos. Na prática, serão calculados os custos que as empresas terão, por exemplo, com horas de trabalho de sua equipe, na execução dos projetos. O SENAI, por sua vez, terá seus consultores recebendo treinamento. Os alemães têm interesse na prospecção de projetos futuros de melhorias da produção e economia de energia.
Além do SENAI, da Universidade de Stuttgart, e do instituto DEG, a parceria conta com a participação da LVI (câmara de meio ambiente ligada ao Ministério da Economia de Baden Württemberg) e das empresas Wehrler Umwelt (de consultoria e projetos ambientais) e Arqum (que gerencia projetos do DEG).
A parceria com a Universidade de Stuttgart também facilitará a transformação do núcleo ambiental do SENAI em Blumenau em Centro de Referência Ambiental. O núcleo oferece serviços laboratoriais e de consultoria.
O SENAI de Santa Catarina também mantém parcerias com instituições alemãs nas áreas de logística, e está negociando outros projetos nas áreas metalmecânica, educação a distância, entre outros.

Fonte: http://www.fiescnet.com.br/


Até mais.


Sandro F. Voltolini

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

17/02 – Palmilha promete acabar com o “chulé”!

Uma nova palmilha de calçado, está sendo desenvolvida para acabar com um probleminha nada agradável: o chulé.

Uma boa notícia pra quem enfrenta este infortúnio e já não aguenta mais o uso dos talcos e promessas: um novo produto da empresa Dublauto promete acabar com o mau cheiro nos pés utilizando nanotecnologia.

A empresa que já possui unidades de estudos em duas cidades brasileiras nos Estados do Rio Grande do Sul e São Paulo, está desenvolvendo um componentes para calçados e têxteis que utilizam algo batizado como tecnologia das partículas anãs”, feito para acabar com estes probleminhas diários.

De acordo com projeto componentes internos dos calçados , como palmilhas, passarão a fazer uso de uma tecnologia capaz de absorver o impacto das pisadas, além de manter os pés sempre secos e arejados com uma temperatura adequada, acabando tanto com o desconforto, quanto com qualquer vestígio mau cheiroso.

Constituída de três camadas montadas em uma estrutura única, a “Sequinha”, possui incorporada em seu material uma espécie de tratamento nanotecnológico antimicrobiano, que previne o mau cheiro e até algumas doenças, como o pé-de-atleta. Enquanto isso, o forro Dry Soft, se encarrega da função de absorver todo o suor dos pés.

Quer mais? Além de exterminar com o mau-cheiro, o material da palmilha libera microcápsulas com fragrância continuamente, conforme o atrito natural de uma caminhada, deixando os pés cheirosos e hidratado, auxiliando na cicatrização de pequenas fissuras, na regeneração das células e na ativação da circulação sanguínea.

Fonte: http://www.lazertecnologia.com/

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

15/02 - Upman lança cuecas com fibras de leite

A Upman, marca de underwear masculino, apresenta modelos de cuecas boxer com aroma e estampa de tablete de chocolate e a mesma opção para a versão em menta, com estampa de pastilhas. Ambos integram a linha Essences, da nova coleção Inverno 2011.

Outro destaque é o lançamento pioneiro da cueca boxer composta por fibras da proteína do leite. Unindo modal e liocel, as fibras antibacterianas da proteína do leite garantem um toque agradável e resistente no contato ao corpo.


A Upman é a única empresa do segmento a trabalhar com algodão egípcio e oferece produtos com valor agregado em design, acabamento, tecidos e estamparia, traduzindo para o underwear e homewear o melhor em tendências mundiais da moda masculina.


Fonte: www.oconfeccionista.com.br


Retornando as atividades do blog!


Abraços a todos.


Sandro F. Voltolini

sexta-feira, 9 de julho de 2010

09/07 – Crescimento do Setor de Lingerie

Otimista com o crescimento do poder de consumo das brasileiras, as maiores fabricantes de lingerie do país investem em design e tecnologia. E estão mais próximas das consumidoras, investindo também no varejo. De acordo com uma estimativa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), houve crescimento de 11% no faturamento do setor em 2009, que atingiu R$ 5 bilhões. Este ano, as cifras devem manter o mesmo ritmo.

A carioca DeMillus espera um crescimento de 20% no faturamento neste ano, para R$ 400 milhões. Para sustentar a expansão, a empresa já contratou 500 pessoas e até o final do mês deve ampliar o quadro de funcionários com mais 125 trabalhadores. De acordo com o presidente da DeMillus, Abdalla Haddad, só no primeiro semestre a empresa já obteve um aumento de 28% no faturamento em comparação com o mesmo período de 2009. Hoje são produzidas cerca de 140 mil peças por dia e há uma expectativa de ampliar esse volume em 30%.

Abdalla diz que há uma percepção de que as peças com maior valor agregado, com bordados e rendas, ganharam mais atenção por parte das consumidoras. "A lingerie está saindo do mercado mais básica e atraindo mais a atenção das consumidoras. Ela deixou de ser uma figurante e muitas vezes é pensada para ser vista", diz o empresário.

A preocupação em fabricar peças que saiam do básico também atinge os tamanhos grandes, acima do número 50. "Há uma demanda das mulheres que vestem tamanhos 52 e 54 por peças mais sensuais. Estamos atentos a isso", disse o presidente. A DeMillus tem uma fatia de cerca de 20% do mercado nacional de sutiã e 10% de calcinha. São 4.483 funcionários na DeMillus e 845 funcionários em empresas coligadas.

As projeções da Duloren também são otimistas. A empresa investiu R$ 4 milhões em duas novas máquinas que vão acelerar a capacidade de lançamentos. É a possibilidade de colocar a lingerie no mercado de "fast-fashion". Segundo Roni Argalji, presidente da Duloren, a empresa atua com 100 modelos tradicionais e 100 rotativos. Com o investimento, Roni diz que vai ser possível entrar no mercado com um número maior de coleções menores. "É como se fosse uma pequena fábrica dentro da grande", explica. Essa rotatividade faz com que a Duloren ganhe em exposição da marca. O investimento permitirá à Duloren ampliar em 10% a produção de lingerie, que atualmente é de cerca de 1milhão de peças por mês, e contratar mais 250 trabalhadores. A empresa emprega, hoje, 2 mil pessoas. Segundo Roni, a expectativa é crescer de 8% a 9% no faturamento, que está na casa dos R$ 120 milhões.

Com a ajuda de Gisele Bündchen, a Hope também tem expectativa de crescer em 2010. A garota-propaganda imprimiu um efeito imediato nas vendas. Elas estavam empatadas até maio, em relação a 2009. Em junho, cresceram 15% sobre junho de 2009. A informação é da diretora de marketing da Hope, Sandra Chayo. De acordo com ela, a Hope já investiu R$ 4,2 milhões em melhorias na fábrica este ano. A aposta da marca é em tecnologia de acabamento que permite o efeito "nude" (nu, em inglês) nas peças - ou seja, sem costuras visíveis. "É uma tendência mundial", diz Sandra.
Segundo ela, 75% dos modelos têm maior durabilidade e ficam em produção de um a quatro anos. E 25% das coleções acompanham tendências de moda, sendo alteradas para despertar o interesse da consumidora. "A cada duas semanas há novidades nas nossas lojas", diz a executiva.
Sandra explica que há dois tipos de consumidora de lingerie: as que consomem de maneira básica e aquelas que estão sempre em busca de novidades. É para esse tipo de consumidora que a indústria investe na rotatividade de modelos.

Fonte: www.valoronline.com.br

sexta-feira, 2 de julho de 2010

02/07 - Indústria têxtil paulista lança indicadores de desempenho ambiental

O Sinditêxtil (Sindicato da Indústria Têxtil) lançou este mês seu manual de indicadores de desempenho ambiental. O objetivo é fazer com que as empresas passem a adotar critérios de produção mais sustentáveis.

Os indicadores escolhidos pelo Sinditêxtil foram: água consumida, água reutilizada, energia, carga orgânica, geração total de resíduos e resíduos recicláveis.

"Para chegar a esses indicadores levamos cerca de dois anos. A indústria têxtil paulista é pioneira em produção mais limpa. Já nos anos 90 nós topamos participar de um programa piloto junto à Cetesb - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Os técnicos da Companhia passaram semanas dentro de algumas fábricas para mapear onde se consumia mais energia, mais água, onde se gerava mais resíduo. Fomos, por assim dizer, as 'cobaias', logo que se começou a falar seriamente em produção mais limpa", relembra Eduardo San Martin, Coordenador de Meio Ambiente do Sinditêxtil.
A metodologia escolhida pelo Sinditêxtil foi a criação de quatro categorias para medir o consumo de recursos dos processos produtivos: preparação e fiação de fibras têxteis, teclagem sem tinturaria, tecelagem com tinturaria e acabamento em fios, tecidos e artefatos têxteis.
"Mandamos questionários para todas as empresas afiliadas ao sindicato sobre o consumo de água, de energia e a geração de resíduos. Em cada indicador, para cada categoria, chegamos a um intervalo de consumo, com um valor mínimo e um máximo. Quanto mais próxima do menor valor a empresa estiver, mais limpa sua produção", explica San Martin.
O engenheiro de segurança do trabalho e meio ambiente da Coats Corrente, Mário Rodrigues, apóia a iniciativa, e afirma que produzir de maneira mais limpa também significa, em muitos casos, reduzir os custos de produção.
"A Coats Corrente é a pioneira na utilização de água de reúso para aplicação industrial. Fazemos isso desde 1997. Como nossa fábrica fica perto da estação de tratamento da Sabesp, construímos toda a canalização da estação até a sede. Reduzimos em cerca de 80% nosso custo com água", explica Rodrigues.
Não por acaso, o melhor desempenho da empresa é justamente no indicador "água consumida": 190 m³ por tonelada de produto. O intervalo previsto pelo Sinditêxtil na categoria à qual pertence a empresa (tecelagem com tinturaria) vai de 20m³ a 300 m³ por tonelada de produto.

"Precisamos agora trabalhar para melhorar outros indicadores, como o consumo de energia, que está próximo do limite máximo - consumimos 4.600 kw/hora por tonelada de produto e o teto na nossa categoria é de 4.700kw/hora", afirma Rodrigues, salientando que os intervalos que constam do manual ainda são muito grandes, o que dificulta o caminho das empresas rumo à produção limpa.

San Martin concorda que os intervalos por categoria ainda são muito grandes. "Isso é nossa primeira tentativa de estabelecer parâmetros. Agora a idéia é refinar os indicadores para os próximos anos, fazer com que os empresários respondam os questionários com a máxima acuidade possível para tentar reduzir esses intervalos", diz ele.


Fonte: http://www.estadão.com.br/