Páginas

terça-feira, 5 de junho de 2012

05/06 – Produção têxtil e de vestuário pode estar retornando às Américas

Na primeira edição da Texprocess Americas, a feira de processamento de têxteis e materiais flexíveis, o grande tema de discussão foi à volta da produção de vestuário ao Ocidente, com muitos visitantes interessados em equiparem-se com novas tecnologias para fazer face ao futuro.

image

Um dos temas mais quentes na mais recente edição da Texprocess Americas em Atlanta, além dos avanços tecnológicos em exibição, foi à perspectiva de pelo menos algumas das operações de confecção regressar ao hemisfério ocidental.

Muitos expositores revelaram terem tido conversas com os clientes em relação a este cenário. Muitos se mostraram também interessados em avanços na automação para retirar parte dos custos de produção da confecção.

Mesmo que parte desta produção possa voltar aos EUA, os vendedores de máquinas acreditam que a migração irá acontecer primeiramente mais para o sul. “Penso que é seguro afirmar que uma parte significativa da confecção estará de volta ao Ocidente, mas a sua primeira parada será na América Central e do Sul”, sublinha Harry Berzack, da Fox Company, uma empresa fornecedora de equipamento de corte e costura sediada em Charlotte, na Carolina do Norte.

"Não vejo nenhum sinal de regresso aos EUA de um grande volume de artigos produzidos em massa que saíram. Mas além dos custos de produção, o país perdeu a sua fonte de trabalhadores de confecção, e ainda mais importante, os supervisores de linha, mecânicos de máquinas, Gerentes e Diretores, além de Engenheiros de Produção. Ouvi em várias ocasiões que as pessoas querem trazer de volta o trabalho, mas não conseguem encontrar mão de obra – isto numa economia com um desemprego tão elevado acrescenta.

Berzack acredita que a confecção que retornará, vai estar relacionada com vestuário de elevada qualidade e de preços mais altos para grandes marcas e algumas categorias de nicho, em vez da produção de jeans ou t-shirts em massa. “O fator limitativo pode, ironicamente, ser a disponibilidade de mão de obra. Talvez por isso vejamos tanto interesse em automação e na desqualificação do processo”, acrescenta.

Frank Henderson, presidente da Henderson Sewing de Andalusia, Alabama, indica que alguns clientes tinham um sentimento generalizado de não serem capazes de controlar o seu próprio destino com a produção asiática devido aos custos do transporte, aumento dos custos de produção e atrasos nos prazos de entrega. E revela que eles estão à procura da integração vertical, desde a produção do tecido à distribuição nas lojas, com pouca ou nenhuma intervenção humana. “Vários clientes disseram-nos que estão considerando mover a produção novamente para o hemisfério ocidental”, afirma Henderson. “Muitos mais clientes estão à procura de rapidez na chegada ao mercado fast fashion, com desenvolvimentos mais freqüentes e menos desembolso monetário à frente”.

Mike Fralix, presidente da Textile/Clothing Technology Corporation, faz comentários semelhantes. “Temos ouvido todo o ano, em relação à confecção, que as empresas estão repensando a sua estratégia de sourcing mundial. Não saindo deste mercado, mas reposicionando algum percentual de volta a este hemisfério: para o México, Colômbia e América Central, e acredite-se ou não, para os EUA. Tem sido mais conversa do que outra coisa, mas conversa é um indicador que as empresas estão começando a pensar e planejar”, considera.

A Gerber Technologies, que teve um dos stands mais movimentados na Texprocess, também observou esta tendência. “Estamos percebendo sinais de algumas pequenas produções regressarem aos EUA, retornando do Extremo Oriente”, destaca Bud Staples, vice-presidente de vendas para a América do Norte da Gerber Technologies. “A nossa equipa de vendas também começou a perceber parte do trabalho de design regressando aos EUA, sobretudo com empresas na Costa Oeste, que querem criar as suas próprias coleções e gerir produções de tamanho menor. “Estas empresas querem ganhar novamente o controle dos seus padrões para poderem assegurar um ajuste adequado”, acrescenta.

Forte participação de clientes americanos

Expositores, organização e visitantes pareceram todos satisfeitos com a feira, que incorpora a antiga SPESA Expo e fez a sua estréia nos EUA. A Texprocess decorreu em paralelo com a Techtextil North America, na sua nona edição. As feiras combinadas, organizadas pela Messe Frankfurt USA, atraíram mais de 6.800 pessoas ao Georgia World Congress Center.

“Foi já a 9.ª Techtextil North America, mas não me lembro de uma feira tão movimentada desde o primeiro minuto do primeiro dia”, sublinha Michael Jaenecke, diretor da Techtextil. “O feedback foi muito positivo no que refere à qualidade e quantidade de conversações de negócio. As razões são várias, entre as quais a recuperação da economia dos EUA, a combinação com a primeira edição da Texprocess Americas e o apoio das associações, a ATMA e a SPESA”, acrescenta.

Berzack afirma que houve uma forte participação de clientes americanos, mas as visitas da América Latina foram fracas. “A qualidade dos visitantes foi elevada e com participação de pessoas de decisão das empresas”, indica Berzack. “Muitos visitantes vieram para ver o que havia de novo e para onde a tecnologia está sendo direcionada. Pareceu-me que o principal interesse estava na tecnologia de enfesto e corte e não na costura. Se estiver correto, este é um sinal encorajador, já que o que é cortado mais tarde é costurado; e historicamente o corte tem muitas vezes sido o órfão no processo de produção”, explica.

Mark Hatton, diretor de marketing e administração de vendas da especialista em linhas de costura A&E, sedIada em Mount Holly, na Carolina do Norte, presente na Texprocess, ficou eufórico com os resultados da feira. “Destacamos três novas linhas de costura para vestuário desportivo que foram muito bem recebidas. A maior parte dos clientes indicou que o negócio está aumentando e pareceram otimistas. Talvez os preços mais baixos dos combustíveis estejam trazendo mais confiança às pessoas. Da perspectiva da A&E, os consumidores estão procurando tanto inovação, como os básicos. “Ouvimos falar muito de eficiência e automação”, revela.

A Merrow Sewing Machines escolheu Atlanta para lançar um novo produto. “Para a Merrow, a feira foi fantástica”, afirma o CEO, Charlie Merrow. “Tendo em conta que lançamos um novo ponto de costura, recebemos muita atenção. Temos trabalhado no novo ponto de costura overlock plano, o programa de marca para Activeseam e amostras há mais de um ano. Tendo em conta que o lançamento do programa em Atlanta foi tardio, acabou por ser o mais correto. “Foi uma feira suficientemente pequena onde pudemos passar tempo de qualidade com muitas pessoas”, destaca.

Maquinaria pesada foi coisa escassa na Techtextil North America, que agora incorpora os resquícios da ATME-I, que já não é uma feira independente. Mas máquinas e equipamentos menores, como equipamentos de teste, estiveram muito presentes. Estes incluem produtos de empresas como a SDL Atlas, que destacou o Drying Rate Tester, que determina as taxas de secagem dos tecidos. Este aparelho suscitou um particular interesse entre os visitantes da Techtextil North America. “Mede eletronicamente o tamanho de um tecido enquanto seca”, indica John Crocker, diretor de vendas para os EUA e Canadá da SDL Atlas. As empresas de artigos desportivos e produtores de vestuário estão entre os mercados alvo deste aparelho.

Fonte: www. portugaltextil.com

segunda-feira, 28 de maio de 2012

28/05 - Crise evidencia problemas domésticos da economia brasileira

Funcionário de companhia metalúrgica de São Paulo (Reuters/Arquivo)

Setor produtivo ainda tem infraestrutura precária

A deterioração econômica nos países desenvolvidos e a desaceleração da China revelam com maior nitidez fragilidades antigas da economia brasileira, como a falta de investimentos em infraestrutura e baixa competitividade industrial.

Aliados, esses fatores atravancam uma retomada mais robusta do crescimento, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

De acordo com a pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, os agentes do mercado financeiro revisaram para baixo as previsões de crescimento do PIB em 2012, de 3,09% para 2,99%.

Para os economistas, o Brasil não está imune ao revés causado pela piora da crise financeira internacional. O seu impacto nas contas do país, no entanto, deve ter efeito apenas "comedido".

Para os especialistas, a baixa produtividade e competitividade aliadas a deficiências de infraestrutura constituem alguns dos principais empecilhos para um crescimento mais robusto.

"É nesse momento que nossos pontos fracos, como uma taxa de investimentos em relação ao PIB ainda baixa, que não foram totalmente mitigados, acabam atravacando nosso crescimento", disse à BBC Brasil Francisco Lopreato, professor de economia da Unicamp, em São Paulo.

"A lógica é simples. Sem estradas de boa qualidade e uma baixa produtividade do trabalhador, o preço dos produtos brasileiros tende a ficar mais caro, perdendo espaço para os importados internamente e sofrendo concorrência acirrada no exterior, o que acaba por afetar nosso crescimento", afirmou Sílvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

"A crise internacional tem sua parcela de culpa, mas se tornou um álibi do governo para explicar a letargia da economia”, disse.

 

Reformas

Para os economistas, o Brasil "desperdiçou a oportunidade" de realizar reformas essenciais em meio à bonança econômica durante o último governo. Na ocasião, a economia cresceu a patamares elevados, desafogando, por exemplo, o setor produtivo, que ainda sofre com uma infraestrutura precária.

"Com gargalos logísticos ainda não solucionados, além de problemas crônicos estruturais, como uma elevada carga tributária e uma poupança baixa, o Brasil dificilmente conseguirá manter um crescimento sustentável de sua economia", disse Campos Neto.

Na opinião dos analistas, o país precisa de reformas para aumentar o nível de produtividade e reduzir custos operacionais e no momento atual, de crise nos países desenvolvidos, deverá fazer isso com um fluxo de capital externo agora menor, o que torna o processo mais difícil.

O cenário estaria levando investidores a "pisar no freio" com relação aos aportes no país.

Por isso, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, o Brasil encontra-se num patamar diferente do que há quatro anos, quando atravessou, sem grandes sobressaltos, o início da crise financeira internacional.

Com as exportações brasileiras afetadas pela queda no preço internacional das commodities e o consumo interno com menor espaço para crescer devido a níveis mais altos de endividamento das famílias e inadimplência, o país teria agora sua "capacidade de manobra" reduzida para ensaiar uma retomada da economia.

Analistas também destacam a pauta limitada de exportações brasileiras, compostas sobretudo por commodities de baixo valor agregado, como soja e carne.

 

Grécia e China

Além das incertezas trazidas pela crise europeia, sobretudo com o risco de saída da Grécia da zona do euro, outro fator de grande preocupação para o Brasil é a desaceleração da China.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil e o principal comprador de commodities brasileiras. A alta nos precos e a voracidade chinesa explica, em grande parte, o crescimento registrado na economia nacional nos últimos anos.

Para contornar a baixa no comércio internacional e a queda nas exportações, o governo tem adotado várias medidas para estimular o consumo e impulsionar o crescimento.

Na última semana, foi anunciada uma redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, em até sete pontos percentuais, dependendo do tipo e da cilindrada do veículo.

O governo também reduziu o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o crédito ao consumo e liberou compulsórios dos bancos com vistas a estender e baratear as linhas de financiamento.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

segunda-feira, 7 de maio de 2012

07/05 - Tecido antimancha expulsa sujeira e suporta máquina de lavar

Tecido antimancha expulsa sujeira e suporta máquina de lavar

 

 

 

 

 

 

 

 

Nanopartículas de areia funcionalizadas curam-se sob a ação de luz ultravioleta para "amarrar" as camadas antimancha, deixando o tecido muito mais resistente às lavações. [Imagem: Zhao et al. / Langmuir]

Tecido antimancha lavável

Tecidos antimancha podem ser encontrados no mercado sem muita dificuldade.

Mas agora está surgindo uma nova geração de tecidos à prova de sujeira que não são apenas repelentes: eles possuem uma estrutura que atua ativamente contra as manchas.

O novo revestimento mostrou-se capaz não apenas de repelir, mas de expulsar, sujeiras como graxa, cola e outras substâncias grudentas, e até ácidos.

E com uma grande vantagem: o novo material suporta dezenas de lavações em máquina de lavar comum, sem perder sua funcionalidade.

Yan Zhao e seus colegas da Universidade de Deakin, na Austrália, desenvolveram uma técnica de deposição de multicamadas com cargas positivas e negativas dispostas alternadamente.

Isso já é feito nos tecidos antimancha atuais.

O problema é que o material tende a descamar, o que explica porque sua eficiência cai tão rapidamente.

Amarração molecular

O grande truque encontrado pelos pesquisadores australianos para aumentar a durabilidade do tecido antimancha consiste na adição de nanopartículas de sílica - essencialmente uma areia finíssima - revestidas com moléculas do grupo azida, que possuem longas estruturas parecidas com caudas.

Depois que o tecido é mergulhado várias vezes na solução antimancha - para depositar as múltiplas camadas do material - ele recebe a cobertura de nanopartículas funcionalizadas.

Quando submetidas à luz ultravioleta, as caudas das moléculas do grupo azida se entrelaçam, curando-se e criando uma estrutura muito forte que amarra as diversas camadas.

Isto tornou o revestimento muito durável, permanecendo intacto sobre o tecido de algodão após 50 ciclos completos por uma máquina de lavar doméstica.

Os testes de laboratório mostraram que o novo revestimento, aplicado a um tecido de algodão, repeliu água, ácidos, bases e solventes orgânicos.

Hidrofóbico

Chama a atenção em especial a capacidade do revestimento multicamada em repelir água.

O ângulo de contato do revestimento, que é uma medida da capacidade do material em repelir água, alcançou 154 graus, o que o torna uma das superfícies hidrofóbicas mais eficientes que se conhece.

Para comparação, a cera usada em carros tem apenas 90 graus de ângulo de contato, o Teflon tem 95 graus e os produtos que repelem a água da chuva de pára-brisas de carros chegam aos 110 graus de ângulo de contato.

Como as camadas podem ser ajustadas, o material pode ser produzido para atender diversas especificações, dependendo de seu uso.

Por exemplo, ele pode ser usado para revestir sensores e até equipamentos médicos, formando superfícies antibacterianas.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

sábado, 28 de abril de 2012

28/04 – Economia de 70% no processo de tingimento com novo projeto de nano partículas

Nano partículas coloridas que permitem poupar mais de 70% de água e de energia durante o processo de tingimento é o que propõe o projeto Nanocor

Se em vez das Índias o navegador Colombo descobriu as Américas, Jaime Gomes, professor catedrático do Departamento de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho, em vez de têxteis com cheiro de morango, descobriu nano partículas coloridas que permitem cortar custos (e muitos) no processo de tingimento dos materiais têxteis. Estava este investigador trabalhando na área dos têxteis funcionais - que esteve muito em voga - tentando "encapsular" aromas (no caso  morango) em nano partículas (ver caixa) -, quando se deu a descoberta inovadora. É que, se o ensaio foi decepcionante no que no caso dos aromas, o mesmo não se pode dizer em relação à cor.
O investigador reparou que ficava retida nas partículas, embora tenuamente, a componente da cor, no caso a cor do morango. Decidiu, então, tentar usá-las (as nano partículas) em tingimento, tal como se de um corante se tratasse. Em 2008, juntamente com a investigadora Sandra Sampaio, lança-se na tarefa de transformar o produto em algo comparável aos corantes comerciais só que com vantagens competitiva e ambientais face a estes. Nasce assim o projeto Nanocor.

Poupança de 70% a 90% em água
A empresa para a comercialização desta tecnologia para tingimento dos materiais têxteis ainda não está formada, mas os seus promotores Jaime Gomes, Adriana Duarte e Sandra Sampaio estão certos de que não faltará procura. Em Portugal os destinatários serão, sobretudo, as empresas de acabamentos, estamparias e tinturaria têxteis e, também, as empresas detentoras de marcas ecológicas têxteis. "As tinturarias têxteis terão muito em se beneficiar com este processo, pois poupam entre 70% a 90% da água utilizada no processo têxtil e lavagens posteriores, e também poupam mais de 70% em energia e tempo", garantias deixadas pelo professor para quem resulta claro que "desta forma aumentam a sua produtividade".
O produto terá especial interesse para as marcas ecológicas que "ao exigir sustentabilidade para as suas peças, requerem das tinturarias redução nestes gastos o que pode induzir a que no processo de tingimento e lavagens, os responsáveis pela tinturaria adotem novos processos como este". Aliás, o promotor do projeto Nanocor está convicto de que no estrangeiro serão as empresas detentoras de marcas ecológicas de vestuário e os grandes grupos têxteis as maiores interessadas.

Em busca de investidores e parceiros
Nos últimos três anos, o projeto tem sido suportado por capitais próprios, em montante que o empreendedor prefere não revelar, tendo contado em 2011 com apoio do QREN. Agora, é preciso dar o salto para outra dimensão no que o investigador chama de "fase do scale-up", isto é, a passagem da fase de laboratório para uma escala "piloto" de produção. Chegando a este patamar, de industrialização/comercialização, os promotores procuram parceiros e investidores, sendo os capitais de risco preferenciais. As contas estão feitas para lhes mostrar; estimam que para um investimento de 500 mil euros terão um retorno, no primeiro ano, de 100 mil euros, de um milhão no segundo e de dois milhões no terceiro.
Quanto aos parceiros serão essencialmente têxteis. "Já temos alinhados um parceiro nacional para cada sub-setor: malhas, tecidos, fios, lãs, e tinturaria em peça", explica o professor acrescentando que ocorrerá em breve e o início da produção das primeiras encomendas e os primeiros resultados industriais. Fora de Portugal também já há interessados, o que para o empreendedor "é motivador, uma vez que grande parte da produção se destinará ao estrangeiro".
clip_image002

Produzir em três continentes
Os objetivos da equipe, por trás desta tecnologia inovadora e ambientalmente sustentável aplicada à indústria têxtil, estão bem traçados no tempo e no espaço. Os próximos passos serão: "formar uma nova empresa só para esta tecnologia Nanocor e candidatarmo-nos a financiamento para fazer a industrialização com uma unidade de produção em Portugal, no norte do País". No terceiro ano de atividade tencionam aumentar a capacidade dessa unidade de produção com o objetivo de exportar. Outra das hipóteses em cima da mesa é a de vir a produzir fora de Portugal: "se necessário, vamos produzir, através de parcerias com produtores locais, nos países onde existe maior concentração de empresas de tinturaria, como a Índia, a China e, eventualmente, o Brasil, abrangendo assim três continentes".
clip_image002[1]

Equipe e competências
Um trio assina o projeto Nanocor: o seu grande mentor Jaime Gomes, doutorado em Química Têxtil, professor catedrático na Universidade do Minho, com 59 anos e enorme experiência em 'scale-up' de empresas spin-off (que nasceram a partir de um grupo de pesquisa) tecnológicas do ramo da química; Adriana Duarte com 29 anos, Mestre em Engenharia Química e com prática na preparação de pastas de pigmentos; e Sandra Sampaio, 35 anos, engenheira têxtil, doutorada em Química Têxtil, com experiência em empresa têxtil.
clip_image002[2]

Nano partículas o que são?
As nano partículas são definidas por norma européia como tendo tamanhos entre 1nm (nanômetro, ou seja, um milionésimo de milímetro) e 100 nm, embora desde que tenham menos de um mícron as partículas sejam consideradas de tamanho nano, diferentes de micro partículas. As nano partículas coloridas da tecnologia Nanocor são "à base de sílica amorfa, um material inócuo, e têm um tamanho acima dos 100nm, sendo impossível a sua penetração em peixes ou na pele de outros seres vivos". São, no entanto, suficientemente pequenas, próximo dos 200nm, para se distribuírem uniformemente em fibras têxteis e ficarem presas na sua estrutura.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt

quarta-feira, 11 de abril de 2012

11/04 – Tecidos sob medida para malhar

 

Para manter a saúde do corpo e da mente, cada vez mais as pessoas buscam praticar exercícios físicos com regularidade. Tão importante quanto malhar e praticar esportes é ficar atento para a roupa que se usa. Estar bem vestido na hora da malhação garante um bem-estar que vai muito além da estética, pois os usos de roupas adequadas influenciam a própria performance esportiva.
Utilizar peças que sejam fabricadas com tecidos especiais e próprios para permitir que a transpiração da pele ocorra de forma natural e que não atrapalhe a regulação da temperatura corporal é um estímulo a mais para que o organismo respire e tenha uma melhor performance na prática de atividades físicas.
A evolução tecnológica no mercado de tecidos esportivos traz ainda outros benefícios aos atletas, como maior ventilação, isolamento térmico, controle da umidade e proteção contra os nocivos raios UV (ultravioleta). Treinar com o material mais adequado oferece vantagens tanto em conforto quanto em desempenho.
A preocupação com o material das peças de fitness é recente. Há menos de 15 anos, mulheres e homens amantes do esporte tinham que praticar exercícios com roupas comuns e não muito cômodas. O suor acumulava e nem sempre a mobilidade era a ideal.
Hoje as tecnologias de ponta permitem que se encontre com grande facilidade malhas em geral feitas sob medida para a prática de exercícios. Além disso, a camiseta e a velha calça de moletom foram substituídas por modelos variados e bonitos, como tops, calças leggings, bermudas e camisetas.
E é esta tecnologia de ponta e a beleza e a variedade de estilos que guiam os modelos oferecidos por Taeq. A linha abrange desde roupas básicas, como regatas, calças e bermudas até roupas que utilizam tecidos tecnológicos e que auxiliam na prática esportiva. A linha conta também com  acessórios como mochilas, bonés e pochetes. Sempre com desenvolvimento com base nas tendências atuais do mercado esportivo. Conheça mais sobre os tecidos que compõem a coleção Taeq Esporte:
Poliéster Dry – tecido confeccionado com microfibras 100% poliéster, garante um transporte rápido do suor e mantém o corpo sempre seco, ajudando na melhoria do desempenho.
Poliamida Dry – os tecidos feitos com microfibras de poliamida, assim como os de poliéster, também ajudam no transporte mais rápido do suor para manter a pele mais seca durante a prática esportiva, auxiliando no desempenho dos atletas.
Crepe de Poliamida – também confeccionados com as microfibras de poliamida, as peças em crepe da linha SENSY aliam as vantagens da secagem rápida ao conforto da liberdade de movimentos que proporcionam. São perfeitos para quem quer suar sem ficar molhado.
Supplex ® – é a fibra sintética que mais se parece com o algodão. O tecido, que proporciona conforto, resistência, caimento e possui uma secagem relativamente rápida confere flexibilidade às peças confeccionadas.
Sanflex – a técnica utilizada durante a confecção do tecido possibilita a formação de uma camada de ar sobre o corpo. Isso evita que a peça fique colada ao corpo quando está úmida e proporciona um menor contato da roupa com a pele.
Lycra ® - formado por poliamida e elastano, o tecido é flexível e adere bem ao corpo, proporcionando conforto durante os movimentos.
Air plus ® - tecido construído com microfibra de poliamida e elastano. Possui as mesmas características da Poliamida Dry, ou seja, ajuda no transporte do suor, mantendo a pele mais seca durante a prática esportiva e associada ao elastano na sua construção, confere ao atleta maior o conforto nos movimentos durante a prática esportiva.                                                         
Ponge – confeccionado em microfibra de poliéster com proteção contra os raios UV (ultravioleta), é ideal para os esportistas que se exercitam sob o sol.
Cloro resistance - tecido de poliéster especial, com maior durabilidade (duas vezes mais que os tecidos normais), pois resistem ao ataque de cloro das piscinas.
Tecno Bambu – feita a partir da fibra do bambu que possui funções antibacterianas e desodorizantes, o tecno bambu é um tecido 100% biodegradável. A fibra tem alta durabilidade, excelente capacidade de absorção.
Bambu linho – feito com a fibra do linho, o tecido agrega excelente capacidade de absorção, alta durabilidade, além de proporcionar conforto e liberdade de movimento com toque agradável.
Eco touch - o toque suave da viscose em conjunto com o elastano é a característica principal desta malha, que possui um acabamento especial que reduz a formação de “pilling” (bolinhas), prolongando o aspecto de novo da malha.
Meia Malha Ceramic – com um efeito visual de desgaste proposital e sutil, este tecido 100% algodão passa por exclusivo processo com jato de pó de cerâmica, que deixa o toque aveludado.
Meia Malha Sand Wash – o tecido, que passa por uma exclusiva lavagem com jato de areia, tem um acabamento especial e delicado que dá um efeito visual de desgaste proposital e sutil que deixa o toque aveludado.
Pet reciclado – ecologicamente corretas, as camisetas Taeq são produzidas com material reciclado de PET. Em sua composição de 50% algodão e 50% PET oferece uma durabilidade maior à camiseta, que possui um toque leve e macio e ajuda o meio ambiente.

Fonte: http://www.taeq.com.br

segunda-feira, 2 de abril de 2012

02/04 – Importação de têxteis e confeccionados bate recorde

Nos dois primeiros meses de 2012, a compra de peças de vestuário e de confecções no exterior aumentou 72%

Importação de têxteis bate recorde Charles Guerra/Agencia RBS

Produção nacional sofre com a concorrência dos importados

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Sem perceber, talvez você esteja vestindo cada vez mais roupas feitas por mãos chinesas ou indianas. No ano passado, uma em cada 10 peças nas lojas tinham sido fabricadas fora do país. Nos últimos cinco anos, quase triplicou a presença das peças de vestuário e confecções importadas no comércio. Nos dois primeiros meses de 2012, a escalada seguiu mais forte, com um aumento na importação que supera os 72%.
Dados do Instituto de Estudos e Marketing Empresarial (Iemi) mostram que as peças de vestuário importadas representaram 9,3% do consumo do brasileiro em 2011. A projeção para este ano é que este número chegue a 12,5%, com a importação de 909 milhões de peças. Sem contar as malas cheias dos turistas brasileiros, que acrescentariam mais 60 mil toneladas de roupas compradas fora do país, segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Neste cenário, Santa Catarina se destaca como porta de entrada dos produtos. Grandes redes varejistas, indústrias e lojas de diferentes portes importaram pelo Estado, no primeiro bimestre deste ano, quase 68 mil toneladas de produtos têxteis e de vestuário. São Paulo, segundo colocado no ranking, importou 35,9 mil toneladas.
Para o diretor da consultoria Iemi, Marcelo Prado, o aumento dos importados nos últimos anos está fazendo com que o crescimento do consumo não seja mais repassado diretamente para a produção. Ou seja, as principais beneficiadas pelo aumento do poder de renda do brasileiro nos últimos anos estão sendo as indústrias de fora do país, principalmente as asiáticas.
A guerra fiscal travada por pelo menos 13 estados na última década, cada um oferecendo incentivos fiscais para a abertura de novos empreendimentos e para a importação de produtos, teria agravado ainda mais este cenário.
Na avaliação de Celso Grisi, especialista em comércio exterior da Universidade de São Paulo, a presença de grandes varejistas globais no país reforça a lógica de comprar o mais barato possível, em grande quantidade, e vender com o melhor lucro.
— Essa é uma condição que a China oferece. Mas a culpa não é das grandes varejistas, que estão atrás da racionalidade econômica. A culpa é nossa de não conseguirmos produzir mais barato — opina Grisi.
Para ele, no cenário atual, alguns segmentos do início da cadeia produtiva do têxtil e do vestuário tendem a minguar e podem até desaparecer no Brasil.

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br

domingo, 1 de abril de 2012

01/04–Tecnologia para vestir


As luzes de LED deixaram a iluminação convencional, saíram das telas de televisões, computadores e gadgets eletrônicos para ganhar as passarelas e iluminar o guarda-roupa das fashionistas mais ousadas. Do figurino de filmes à roupas especiais para performances, é possível adicionar as luzinhas fosforescentes a praticamente qualquer tipo de peça, inclusive aquelas queridinhas do nosso armário.

led

Por aqui, Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará, antecipou a tendência usando um cinto de LED no desfile de Lino Villaventura durante a última temporada da São Paulo Fashion Week. Nos shows da cantora, musa do tecnobrega, as luzes de LED são elementos constantes em seu figurino, assim como em brincos e acessórios de cabeça, todos desenvolvidas pelo estilista paulista Guilherme Rodrigues.  As peças tem inspiração no universo tecnobrega, gênero popular no Pará, onde a iluminação com luzes de LED é muito usada.

Gaby Amarantos no SPFW 2012 Gaby Amarantos: figurino com LED

Em Londres, a marca CuteCircuit, fundada por uma ex designer de moda de Valentino e por um antropólogo e designer especializado em Wearable Technology, é especialista em integrar moda e funcionalidade aliando tecnologia e tecidos especiais em suas coleções. Criada em 2004 por Francesca Rosella e Ryan Genz, a CuteCircuit desenvolve peças de alta costura, prêt-à-porter e também para projetos especiais. O vestido Galaxy, uma das criações mais famosas da marca, conta com 24 mil LEDs e integra a coleção permanente do Museu de Ciência e Indústria de Chicago. Os vestidos iluminados da Cute Circuit caíram no gosto de Katy Perry. Em 2010, a cantora foi ao Met Ball usando um vestido da marca, um tomara-que-caia de chiffon de seda e 3 mil LEDs formando uma iluminação tipo arco-íris. Em 2011, Francesca e Ryan desenvolveram o figurino da apresentação da cantora no programa American Idol, um macacão branco com milhares de LEDs interativos e cristais Swarovski. "A inspiração do projeto surgiu diretamente a partir da música de Katy, E.T. Queríamos usar formas e tecidos que amplificassem a atmosfera única da música e criar uma experiência visual deslumbrante", explicou Francesca.

Katy Perry: figurino criado pela CuteCircuit Katy Perry: vestido criado pela CuteCircuit para o Met Ball 2010

Vestido com LED da coleção prêt-à-porter CuteCircuit Vestido com LED da coleção prêt-à-porter CuteCircuit Galaxy Dress, criação da CuteCircuit

Nos Estados Unidos, Janet Hansen fundou a Enlighted Designs, empresa especializada em roupas iluminadas há 15 anos. Janet é formada em engenharia com doutorado em biomecânica e além de criar roupas, também pinta e faz painéis e esculturas iluminadas. No seu curículo estão peças criadas para Britney Spears, Rihanna, Macy Gray, Pink, Kanye West, Christina Aguilera, David Guetta, dafy Punk e muitos outros.

 Peça criada por Janet Hansen para Britney Spears

Macy Gray com peça criada por Janet Hansen Kanye West com peça criada por Janet Hansen

Quanto custa uma roupa com LED?

As roupas com LED não são exclusividade das celebridades nem estão restritas às performances no palco. Janet afirma que é possível colocar iluminação em peças comums, como sua jaqueta favorita, saia , calça ou vestido, tudo depende do tipo de tecido da peça. Os preços variam de acordo com a quantidade e tipo de iluminação. Mas, e o confoto? Janet garante que as peças não pesam “Nossos produtos são leves e flexíveis. A iluminação fica escondida dentro de forros de tecido, criando a roupa iluminada mais confortável possível. Você esqueceria as luzes se não tivesse tantas pessoas olhando para você”, afirmou. O preço para iluminar uma peça de roupa varia de $10 a $20 dólares por LED para os de uma cor só e entre $20 e $50 para os coloridos.

Encomendas podem ser feitas pelo site www.enlighted.com 

Colete com LED da coleção Janet Hansen Saia de paetês com LED da coleção Janet Hansen Casaco com luzes coloridas da coleção Janet Hansen

Fonte: http://www.heloisamarra.com