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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

14/01–Problemas na cadeia de suprimentos das lojas, fazem ações da Hering despencar

Julio Bittencourt/Valor / Julio Bittencourt/Valor
Fábio Hering, presidente da Hering, subestimou a recuperação do consumo no quarto trimestre: "Não conseguimos atender a demanda de algumas lojas a tempo"
As ações da Hering tiveram em 10/01/13, seu pior pregão desde junho de 2009, após a decepção do mercado com os números estimados pela companhia para o quarto trimestre. Os papéis da companhia caíram 11,9%, para R$ 38,35, na pior performance do Ibovespa. Com o tombo, o valor de mercado da varejista têxtil retomou os patamares de julho do ano passado, em R$ 6,12 bilhões.
Na noite de quarta-feira a Hering informou que no quarto trimestre teve queda de 0,2% nas vendas das lojas abertas há mais de um ano, muito abaixo do consenso de mercado, que apontava para um crescimento entre 4% e 5%.
Segundo o presidente Fábio Hering, houve problemas na cadeia interna e externa de suprimentos e havia demanda por parte do consumidor. Na prática, ocorreu "desestocagem" na rede.
A venda da matriz para as lojas dos franqueados ocorreu num ritmo menor do que as vendas das lojas para o consumidor, reflexo do fato de a Hering ter subestimado a recuperação do consumo. "Não conseguimos atender a demanda de algumas lojas a tempo", disse o empresário.
Os esforços de última hora da companhia para não perder vendas resultaram em aumento dos gastos com frete e horas extras, o que deve ter impacto nas margens do quarto trimestre, disse Frederico Oldani, diretor financeiro da Hering.
Não foi a primeira vez que problemas operacionais prejudicaram o resultado da Hering. Em 2012, a empresa teve resultados fracos acompanhados de justificativas como desacerto na coleção e obstáculos logísticos, com a transferência para um novo centro de distribuição.
O Credit Suisse classificou 2012 como um "ano perdido" para a Hering. Segundo analistas do banco, há quatro trimestres a Hering mostra um desempenho bem mais fraco que suas concorrentes Marisa e Lojas Renner, cujas vendas "mesmas lojas" devem ter registrado crescimento de dois dígitos no fim do ano, segundo indicações da diretoria.
Goldman Sachs e Deutsche Bank classificaram a queda nas vendas mesmas lojas da Hering como "desapontadoras". O desempenho fraco levou o Goldman a reduzir em 2%, na média, sua estimativa de ganho por ação da companhia entre 2012 e 2014. A nova previsão incorpora os números da prévia operacional divulgada ontem, o plano de abertura de lojas e novo cenário macroeconômico. A Selic mais baixa se traduz em menores ganhos nas linhas financeiras da empresa, disseram os analistas do banco em relatório.
As vendas brutas totais cresceram 10,7%, também abaixo das expectativas do mercado. O indicador, no entanto, apresentou melhora em relação ao terceiro trimestre, quando a alta foi de apenas 1%, sinalizando que a estratégia de abrir novas lojas tem garantido o faturamento da companhia, apontou o Itaú BBA.
Para o banco, a abertura de novas unidades deve sustentar o crescimento da Hering no médio prazo. Um novo estudo de potencial de abertura de lojas, divulgado pela companhia, identificou espaço para 796 unidades, contra as 604 previstas anteriormente. Em 2013, a companhia pretende abrir 77 lojas, alcançando 592 unidades.
"O estudo do potencial de novas lojas reforça a nossa convicção de que o ciclo dos formatos baseados em franquias é duradouro e que as melhoras serão observadas de maneira lenta ao longo do ano", disse o Itaú BBA.
Fonte: www.valor.com.br/empresas/2966032/hering-fica-sem-estoque-na...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

26/10 - Estática dá nova dinâmica às roupas eletrônicas

 

A energia gerada pelo material piezoelétrico é reforçada pelos efeitos eletrostáticos, gerando uma tensão e uma corrente significativamente maiores. [Imagem: Kim et al./EDES]

MODA ELETRÔNICA

Os tecidos inteligentes, ou e-tecidos, estão entre os conceitos mais promissores quando o assunto é deixar os equipamentos eletrônicos verdadeiramente portáteis.

De um lado, a eletrônica flexível tem avançado rapidamente, já podendo contar não apenas com fios de algodão que transmitem eletricidade, mas também com transistores de algodão eletrônico.

De outro, o problema é alimentar a eletrônica incorporada nas roupas, o que tem sido feito comnanogeradores, baterias flexíveis e roupas capazes de armazenar eletricidade nas próprias fibras.

Foi neste setor da eletrificação que pesquisadores coreanos conseguiram o avanço mais recente nesse emergente campo da "moda eletrônica".

Híbrido estática-piezoelétrico

Hyunjin Kim e seus colegas da Samsung conseguiram reunir os materiais piezoelétricos - que geram energia a partir do movimento da pessoa que usa a roupa eletrônica - com materiais que capturam a eletricidade estática, que também se acumula com o movimento da roupa.

Nesse sistema híbrido, a energia gerada pelo material piezoelétrico é reforçada pelos efeitos eletrostáticos, gerando uma tensão e uma corrente significativamente maiores.

A parte piezoelétrica usa os já tradicionais nanofios de óxido zinco, usados na maioria dos nanogeradores.

Os nanofios foram incorporados em uma malha feita com fibras artificiais - o tecido propriamente dito - recobertas com prata e, a seguir, com uma película de polietileno.

Eletrizante

Os nanofios piezoelétricos produzem eletricidade quando o tecido da roupa é movimentado, flexionando os nanofios.

Já a eletricidade estática é gerada pelo movimento entre o filme de polietileno e as fibras revestidas com prata.

Com um pedaço de tecido eletrônico de alguns centímetros quadrados, os pesquisadores produziram uma corrente de 2,5 mA, a uma tensão de 8 volts, largamente superior a qualquer outro dispositivo similar.

No experimento de demonstração, o e-tecido gerou energia suficiente para alimentar uma tela de cristal líquido de 9 x 3 centímetros e um LED.

Bibliografia:
Enhancement of piezoelectricity via electrostatic effects on a textile platform
Hyunjin Kim, Seong Min Kim, Hyungbin Son, Hyeok Kim, BoongIk Park, JiYeon Ku, Jung Inn Sohn, Kyuhyun Im, Jae Eun Jang, Jong-Jin Park, Ohyun Kim, SeungNam Chax, Young Jun Park
Energy & Environmental Science
Vol.: 5, 8932
DOI: 10.1039/c2ee22744d

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 23 de outubro de 2012

23/10 - Nanotecnologia tapa o Sol com a peneira

Nanotecnologia tapa o Sol com a peneira
Um material praticamente transparente, que absorva a luz visível e deixa de fora o calor é um sonho longamente perseguido pelos cientistas. [Imagem: Ghenuche et al./PRL]
Nanotela
Ela é literalmente uma peneira, ou uma tela, construída com fios muito finos, de forma a criar uma malha muito precisa.
É claro que, dadas as dimensões, tudo deveria receber o prefixo nano: nanopeneira, nanotela, nanofios e nanomalha.
Mas o que importa é que a nanopeneira tem 15% de sua área coberta pelos fios, sendo 85% espaços vazios.
Ainda assim, ela consegue bloquear quase 100% da luz de um comprimento de onda específico que incide sobre ela.
A nanotela foi criada por Petru Ghenuche e seus colegas do Laboratório de Fotônica e Nanoestruturas em Marcoussis, na França.
Segundo eles, é uma "nanotela fotônica", com possibilidades de aplicações em todos os campos da óptica, incluindo filtros de luz e sensores.
Rede de Bragg
Embora pareça absolutamente estranho que um material que é quase todo espaço vazio possa bloquear a luz, essa possibilidade havia sido teorizada há vários anos.
A grande dificuldade era tecnológica, ou seja, como construir o material que os teóricos haviam calculado, o que exige uma precisão muito grande.
A nanotela foi construída com fios de nitreto de silício muito uniformes, medindo 500 nanômetros de espessura e postos paralelamente a uma distância de 3 micrômetros um do outro.
O resultado é uma espécie de "rede de Bragg", pequenas grades difrativas usadas para manipular a luz em diversas situações - a diferença é que a nanotela é 2D, enquanto as redes de Bragg são 3D.
Nanotecnologia tapa o Sol com a peneira
Um dos espelhos mais eficientes já construídos é baseado em uma rede de Bragg. [Imagem: Michael Huang/UC Berkeley]
Espalhamento da luz
O princípio de funcionamento da nanotela também difere de outras formas de manipulação da luz em nanoescala, que geralmente utiliza fios e superfícies metálicas para tirar proveito dos plásmons de superfície.
A nanotela, que é feita de um material semicondutor, funciona como um cristal, com os fios agindo como uma camada atômica que interfere com a luz.
A luz incidente inicialmente é refletida por um nanofio; a seguir, o resultado dessa reflexão é refletido pelos nanofios ao redor, e assim por diante.
Isso cria ondas de interferência construtiva que multiplicam o processo de espalhamento da luz no plano da nanotela, impedindo a passagem da luz de um comprimento de onda específico.
Tapando as cores da luz
A configuração fabricada pelos pesquisadores é precisa para bloquear a luz infravermelha, que é quase inteiramente refletida pelo material.
Assim, não é de todo correto afirmar que a nanopeneira pode "tapar o Sol", uma vez que cada configuração vai bloquear um comprimento de onda específico.
Mas um material praticamente transparente, que possa absorver a luz visível e deixar de fora o calor, é um sonho longamente perseguido pelos cientistas.
Além de filtrar a luz, isso torna possível, por exemplo, evitar danos a células solares ou permitir a criação de janelas de vidro que deixem passar a claridade, mas não o calor.
Como o processo de fabricação da nanopeneira é complicado e delicado, essas aplicações mais corriqueiras terão que esperar por técnicas mais práticas.
Bibliografia:
Optical Extinction in a Single Layer of Nanorods
Petru Ghenuche, Grégory Vincent, Marine Laroche, Nathalie Bardou, Riad Haidar, Jean-Luc Pelouard, Stéphane Collin
Physical Review Letters
Vol.: 109, 143903
DOI: 10.1103/PhysRevLett.109.14390

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

26/09–Qual tecido gera maior impacto ambiental?

O que gera mais impacto em termos ambientais, uma peça de roupa feita com polipropileno ou uma produzida com algodão? E entre o poliéster e a lã? Sim, como em todas as perguntas cuja resposta soa óbvia, a correta é a opção que “parece absurda”: a de algodão e a de lã, nas comparações acima. Pelo menos é o que afirma um levantamento feito pelo Sustainable Apparel Coalition (SAC), um grupo de empresas ligadas ao ramo calçadista e de vestuário que se associou a organizações sem fins lucrativos para criar e implementar um índice do desempenho ambiental e social de roupas e calçados. Trata-se de uma iniciativa espontânea, financiada pelas próprias empresas, que conta com mais de sessenta membros, dentre os quais estão grandes fabricantes e varejistas, como Adidas, DuPont, Coca-Cola, Levi´s, Nike e Walmart.

Lançada em julho de 2012, essa versão 1.0 do Índice Higg é focada nos aspectos ambientais, com avaliação das seguintes categorias: uso da água, energia e gases do efeito estufa, resíduos sólidos e toxicidade química. Na versão de 2013 serão incorporadas medidas dos impactos sociais e trabalhistas. O indicador tem por objetivo:

  • Compreender e quantificar os impactos, em termos de sustentabilidade, da indústria de roupas e calçados.
  • Reduzir fortemente a redundância nos cálculos de sustentabilidade nesses setores.
  • Agregar valor aos negócios pela redução do risco e resgate da eficiência.
  • Criar canais comuns para comunicação do tema da sustentabilidade entre as partes interessadas (“stakeholders”)

Ainda que os dados sejam públicos, basta preencher um cadastro simples para recebê-los, o índice vai servir neste primeiro momento sobretudo às empresas ligadas à cadeia de produção e distribuição, que podem usá-lo para como ferramenta para identificar oportunidades de melhora e inovação. Uma medida de fácil compreensão para os consumidores—como a adotada para os aparelhos elétricos, que trazem uma tabela classificadora do gasto de energia— está nos planos da SAC, embora a data de lançamento ainda não tenha sido estabelecida. “Esta ferramenta permite que nossas equipes percebam como melhorar nossa cadeia de produção e, ainda mais importante, como reduzir nosso impacto ambiental”, afirma Scott Lecel, diretor de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da varejista Target no comunicado de lançamento do Higg.

Veja abaixo a pontuação de alguns itens.

Higg

Fonte:|http://www.bmfbovespa.com.br/novo-valor/pt-br/na-sua-vida/2012/Empr...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

23/08 - Gastos da classe “C” com vestuário devem chegar a R$ 55 bi

Pesquisa do Instituto Data Popular mostra que consumo no setor teve um crescimento de mais de 153% em 10 anos

Vendedora

Maior volume de vendas deve ser registrado no Sudeste

Rio de Janeiro - Os gastos da Classe C com moda tiveram um crescimento de 153,2% entre 2002 e 2012, saltando de R$ 22 bilhões para R$ 55 bilhões, segundo dados do Instituto Data Popular. De acordo com o estudo, o maior consumo deste ano deve ser registrado no Sudeste (48%), seguido pelo Nordeste (19%), Sul (18%), Centro Oeste (7,9%) e Norte (7,5%).

No comparativo entre classes, a C aparece em segundo lugar em volume de compras, com 46%. Em primeira colocação aparece a AB, com 37,6% e, em terceira, a DE, com 16,4%. Entre os gêneros, as mulheres saem na frente quando o assunto é interesse por moda (80,5%), contra 54,8% dos homens.

Quando questionados sobre a frequência com que adquirem novas roupas, 51,4% dos integrantes da Classe C afirmaram fazê-lo uma vez a cada três meses. Do total de entrevistados, 77,9% disseram buscar informações sobre moda antes de uma nova compra e 61,7% apontaram a preferência pelos shoppings centers.

Fonte:www.exame.abril.com.br

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

08/08 – Salários sobem na China, mesmo com fraco crescimento mundial

china

Os salários ainda estão aumentando na China e muitas empresas têm dificuldade para preencher suas vagas, apesar do declínio acentuado na economia - evidência de uma escassez estrutural de mão de obra que pode ajudar o país a ajustar-se ao crescimento mais lento sem instabilidade política e estimular o apetite do consumidor por produtos estrangeiros.

Refletindo o aperto na oferta de mão de obra, os salários das famílias urbanas aumentaram 13% no primeiro semestre ante um ano atrás, e a média do salário mensal de trabalhadores migrantes subiu 14,9%, de acordo com dados do Órgão Nacional de Estatística da China. Uma pesquisa do Ministério do Trabalho em 91 cidades no primeiro trimestre mostrou que a demanda por trabalhadores excedeu a oferta num nível recorde, indicando um baixo desemprego.

A escassez de trabalhadores, que contrasta com o nível preocupante do desemprego nos Estados Unidos e na Europa, ajuda a explicar por que Pequim não corre para repetir os programas de estímulo maciços que pôs em prática em 2009. Naquela época, o colapso do comércio mundial forçou demissões em larga escala nas fábricas ao longo da costa, e cerca de 20 milhões de trabalhadores migrantes voltaram para o interior. Os temores de agitação social que isso gerou levaram o governo a gastar generosamente com ferrovias para trens-bala, estradas e outros projetos de estímulo ao crescimento.

Até agora, a desaceleração não se mostrou tão severa quanto em 2009, quando a economia mundial mergulhou na recessão. Sheng Laiyun, porta-voz da Agência Nacional de Estatística, disse que cerca de 6 milhões de novos empregos foram criados nas cidades chinesas no primeiro semestre e os números do emprego de migrantes também subiram.

Mas salários em alta também têm os seus riscos. Na China, os salários ainda estão partindo de uma base muito baixa, mas sobem depressa. Às taxas atuais, os salários do setor privado de manufatura vão dobrar entre 2011 e 2015, e triplicar até 2017, corroendo a competitividade e prejudicando as exportações, que tiveram um papel fundamental no crescimento inicial da China. De fato, a Boston Consulting Group calcula que os salários na China podem ultrapassar os do México neste ano, levando em conta as diferenças de produtividade entre os dois países.

A transição para uma economia de altos salários, onde a produção do setor de serviços e o consumo doméstico têm um papel maior, não será tão linear. Ainda há decisões difíceis a tomar, incluindo a abertura de partes críticas do setor de serviços - como bancos e telecomunicações - a uma concorrência maior. Algumas decisões requerem confrontar grupos de interesse poderosos, como empresas estatais e governos locais. O processo vai se desenrolar por anos.

Os resultados terão consequências para aqueles que ganham e perdem com as rápidas mudanças na economia da China. O mesmo aumento nos salários que começou a elevar os preços dos produtos chineses no mercado mundial também deve erguer a demanda por bens de consumo importados. Os maiores beneficiados com o rápido crescimento chinês têm sido exportadores de commodities como a Austrália, rica em minério de ferro, e fabricantes de máquinas avançadas como a Alemanha. No futuro, os produtores de bens de consumo de primeira linha nos EUA e na Europa poderiam ganhar uma fatia maior do bolo.

O movimento de alta salarial vem sendo moldado por mudanças na população e nas políticas do governo. O tamanho da força de trabalho se estabilizou, dizem os demógrafos, e começará encolher na metade da década, acirrando a competição por trabalhadores. A China se comprometeu a aumentar substancialmente o salário mínimo, o que pressiona os empregadores a subir os salários dos funcionários mais qualificados. Também subiram as indenizações aos demitidos. Isso desencoraja demissões, a não ser que haja uma queda drástica nos negócios.

No passado, o crescimento estonteante do Produto Interno Bruto (PIB) - numa média de 10% ao ano nos últimos 30 anos - foi necessário para criar empregos para os milhões de jovens trabalhadores que inundavam o mercado todo ano. Agora, esse fluxo está perdendo fôlego, no mesmo momento em que a China passa a priorizar o crescimento do setor de serviços.

Essa dinâmica ajuda a explicar por que há poucos casos de demissões, ainda que o crescimento do PIB tenha sido de 7,6% no segundo trimestre de 2012, quase metade do pico de 14,8% atingido no segundo trimestre de 2007. Explica também por que os líderes chineses parecem mais otimistas quanto a um crescimento mais lento. "A taxa de crescimento potencial da China diminuiu", disse Chen Dongqi, um experiente pesquisador do governo, acrescentando que "7% a 8% agora é o normal".

O desemprego oficial da China foi de 4,1% no fim do primeiro trimestre, embora os dados cubram somente os trabalhadores urbanos e sejam considerados pouco confiáveis pela maioria. A taxa nos EUA foi de 8,2% em junho, sendo que os salários cresceram 1,7% no primeiro trimestre de 2012 comparado com um ano atrás. Na zona do euro, o desemprego atingiu 11,1% em maio, o nível mais alto desde a criação da moeda comum.

O vigor do mercado de trabalho na China vem das profundas mudanças demográficas. A política do filho único, introduzida no país em 1980, está começando a corroer o suprimento de trabalhadores. Em 2005, havia 120,7 milhões de chineses entre 15 e 19 anos de idade, segundo estimativas das Nações Unidas. Em 2010, esse número tinha caído para 105,3 milhões, e deve chegar a 94,9 milhões até 2015. (Colaboraram Kersten Zhang e Olivia Geng).

Fonte: Autor(es) - Tom Orlik e Bob Davis | The Wall Street Journal, de Pequim

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

03/08 - Calça com bateria que aquece as pernas é arma secreta de ciclistas

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Calça Adipower, da Adidas, usada por britânicos do ciclismo de pista em Londres
Em qualquer esporte, competir com a musculatura aquecida é essencial para garantir a performance, principalmente nas categorias de elite. A equipe britânica que disputa as provas de velódromo nos Jogos de Londres, apontada como favorita, vai contar com uma “arma secreta” durante a competição: as calças Adipower, da marca Adidas, já apelidadas de “hot pants” (calças quentes).
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As hot pants garantem temperatura de 38 graus centígrados nas pernas
As calças contam com um aquecedor alimentado a bateria criado com o objetivo de manter as pernas aquecidas a 38 graus centígrados. As peças exclusivas são parecidas com calças acolchoadas; a diferença é que há filamentos para levar o calor aos pontos certos.
O produto foi desenvolvido em parceria com a federação de ciclismo britânica e a Universidade de Loughborough. Segundo o fisiologista inglês Jonathan Leeder,  o objetivo é manter a temperatura muscular após o aquecimento para garantir que os ciclistas iniciem a prova com uma temperatura maior na massa muscular do que seus concorrentes. “Sabemos o quanto a temperatura muscular é importante durante uma corrida de velódromo para os atletas de elite”.
O medalhista olímpico Sir Chris Roy e as ciclistas Victoria Pendleton e Laura Trott estão entre os atletas que vão usar as hot pants durante as provas de pista, que estão sendo disputadas entre os dias 2 e 5 de agosto.
Veja mais neste vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=l7DPB0LQr5c&feature=player_embedded
Fonte: Textileindustry.ning.com