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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

21/09 - Piauí firma-se como pólo produtor de moda

Teresina - Um mercado que movimenta mais de R$ 2 milhões ao mês, gera 17 mil postos de trabalho no Piauí e está em constante crescimento. É a indústria da confecção, que envolve a fabricação de roupas, calçados e acessórios. Os dados são do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Piauí (Sindivest).

O setor investe em capacitação para que o Estado se transforme em um pólo de moda. O Sebrae no Piauí executa há alguns anos um Projeto de Confecção, que desenvolve uma série de ações para tornar o setor ainda mais competitivo. “O setor de confecções tem uma dinâmica própria, consegue crescer, movimentar a economia do Estado, gerar 17 mil empregos, mas precisa estar em constante qualificação. É necessário investir cada vez mais em capacitação, sempre com foco na qualidade das peças e na ampliação dos mercados. É justamente isso que o Sebrae e seus demais parceiros nesse projeto têm feito, investido em conhecimento, em design, para que as confecções piauienses tenham acesso a novos mercados”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/PI, Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes.

Qualificação

De janeiro a agosto deste ano, foram realizadas quatro turmas de capacitação em modelagem, um curso de operador de máquina industrial, além de consultorias em design e chão de fábrica. No mês de setembro, são oferecidos dois cursos específicos para o setor em Teresina. O primeiro será em modelagem de malha, e acontece no período de 9 a 25 deste mês.

O segundo será um treinamento para formação de supervisor de produção, que acontecerá de 28 de setembro a 9 de outubro. Os dois treinamentos são uma ação do Sebrae em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI).

“O grande diferencial do setor de confecções do Piauí é que priorizamos a qualidade em detrimento da produção. Ou seja, temos o compromisso em fabricar um vestuário de qualidade, não nos preocupando somente em produzir mais. É preciso produzir melhor”, informa o presidente do Sindivest, Francisco Marques de Melo.

Os números

A constante busca por qualificação profissional tem melhorado o desempenho do setor, seja em melhores produtos, seja no acesso a novos mercados, como também na ampliação do parque industrial para outras cidades do Piauí. De acordo com Marques de Melo, além de Teresina, outras cidades do Estado destacam-se na produção de moda, a exemplo de Piripiri, Parnaíba, Campo Maior, Picos e São Raimundo Nonato.

“Teresina é responsável por 82% das confecções fabricadas no Piauí. Outra cidade que vem se sobressaindo na fabricação de roupas é Campo Maior”, informa o presidente do Sindivest. Na capital existem hoje 328 empreendimentos voltados para o setor de vestuário. Em todo o Estado são quase seiscentos negócios do setor de confecções, os quais fabricam cerca de 790 mil peças de roupa/mês.

A moda feita no Estado não é consumida somente aqui, mas tem conquistado outros estados e regiões do país como Maranhão, Pará, Tocantins e o sudeste brasileiro. “O Piauí tem uma vocação para a indústria da confecção, principalmente porque esse segmento da economia tem uma característica bastante peculiar, a empregabilidade, ou seja, tem a capacidade de gerar trabalho e renda de forma rápida. É apostando nesse perfil do setor que o Sebrae e seus parceiros investem em conhecimento, em qualificação profissional, em estratégias de comercialização e em consultorias tecnológicas”, afirma o diretor técnico do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda.

As iniciativas

O Projeto de Confecção executado pelo Sebrae em Teresina, Piripiri, Parnaíba, Campo Maior, São Raimundo Nonato e Picos apresenta resultados surpreendentes. “O segmento cresce e nós atendemos diversos micro e pequenos negócios formais e informais com o objetivo de garantir mais conhecimento sobre o ramo de confecções. O setor também vem se profissionalizando a cada dia e quem não valoriza os talentos que existem em cada empreendimento, está perdendo espaço no mercado”, afirma a gestora do Projeto Confecção de Teresina, Vanessa Alencar.

O projeto do Sebrae em Teresina atende, especificamente, às cinquenta e cinco micro e pequenas empresas instaladas no Piauí Center Modas, localizada na zona sudeste da capital. Tanto em Teresina, quanto nas demais cidades beneficiadas com a ação do Sebrae, a realização de cursos, treinamentos e consultorias para melhorar a qualificação de empreendedores e seus colaboradores, tornou-se uma prática quase que diária.

Um exemplo de bons resultados é a empresa Via Corpus, em Campo Maior, a 78 quilômetros de Teresina, que está no mercado há 15 anos, produz dez mil peças/mês, gera 74 postos de trabalho e comercializa suas criações para o Piauí, o Maranhão, o Pará e o Tocantins.

“O Sebrae é muito importante para minha empresa, principalmente porque nós passamos por diversas consultorias em design, em mercado e participamos de feiras e eventos. Antes, a gente trabalhava com malha e com jeans, e os cursos do Sebrae nos fizeram ver que seria melhor optar pelo jeans, de forma mais organizada. Tudo isso melhorou a qualidade do nosso produto”, conta a proprietária da Via Corpus, Zulmira Rodrigues Alencar.

Para o proprietário da D’Dan, Daniel Judvan da Silva Souza, o que mais contribuiu para o crescimento da marca foi equilibrar a produção. “Passamos a controlar melhor o estoque, as compras e a produção após as consultorias aplicadas pelo Sebrae. Antes, comprávamos muito sem saber o que íamos fazer com aquela matéria-prima. Hoje, equilibramos isso. Outra mudança positiva é que aprendemos a não centralizar muito o controle da empresa. Agora delegamos atividades para os demais colaboradores”, explica o empresário.

A D’Dan atua no mercado de Teresina há três anos, trabalha com moda jeans e casual. A produção é de 4 mil peças por mês. A empresa gera 45 postos de trabalho e comercializa sua produção para todo o Piauí, Maranhão, Ceará e Pará.

Fonte: SEBRAE

Uma boa semana a todos.

Sandro F. Voltolini

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

29/10 – Expectativas positivas para Têxteis e Confecções

Em meio à crise mundial, uma boa noticia e um alerta, divulgados nesta semana, por diferentes entidades (ABIT e SEBRAE), trazem um tom muito positivo as indústrias têxteis e de confecção. A possível redução das importações de produtos destes segmentos causadas pelo aumento do dólar vai permitir a conseqüente retomada do espaço tomado pelos importados.
O alerta fica por conta da gestão financeira, durante este período de crise e principalmente um cuidado muito particular com o fluxo de caixa em função da natural redução da oferta de crédito no mercado. Não esquecer também a busca incessante pela redução de custos e melhoria da produtividade e neste caso lembre-se que são pequenas melhorias que podem fazer a diferença e trazer grandes resultados.
Seguem os comentários divulgados pelas entidades.

Crise deve beneficiar indústrias têxteis e de vestuário
As indústrias têxteis e de vestuário deverão ser beneficiadas pela crise e chegarão ao Natal deste ano e em 2009 com aceleração do crescimento, na contramão da desaceleração prevista para a economia brasileira, segundo avaliam executivos das principais entidades do setor. A expectativa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) é de que os investimentos do setor no ano que vem, previstos em US$ 1 bilhão, sejam mantidos.Prejudicadas pelo aumento das importações de produtos concorrentes, especialmente da China, por causa da valorização do real ante o dólar, as empresas do setor encaram a atual depreciação cambial como oportunidade para recuperar o espaço perdido no mercado interno.A balança comercial do setor têxtil deverá somar um déficit de US$ 1,6 bilhão este ano, segundo projeção do conselheiro da ABIT, Rafael Cervone Netto, que também é presidente do Sinditêxtil-SP. Segundo ele, as importações são o principal fator a explicar a significativa diferença entre o crescimento nas vendas no varejo de tecidos e confecções (10,2% no acumulado de janeiro a agosto, segundo o IBGE) e da indústria do setor. Ainda segundo o IBGE, a indústria têxtil acumula alta na produção de apenas 0,3% de janeiro a agosto, enquanto vestuário e acessórios aumentou 4,9%, ambos abaixo da média da expansão industrial no período (6%).Para Cervone, as importações de têxteis serão afetadas não apenas porque ficaram mais caras por causa do dólar, mas também pela restrição de crédito a empresas que já tinham fechado negócio. "Nas três primeiras semanas de crise, os preços dos produtos importados aumentaram quase 50%", afirma. Ele disse que alguns importadores estão preferindo deixar as encomendas no porto, nos contêineres, porque fica mais barato do que retirar as mercadorias. "Somos favoráveis à abertura de mercado, mas contra a concorrência predatória", disse Cervone, que também é diretor-executivo do programa Tex-Brasil.Do total produzido pela indústria têxtil no Brasil, 92% ficam no mercado interno. O presidente do SindiVestuário, entidade das indústrias de confecção, Ronald Masijah, avalia que nem mesmo a perspectiva de desaceleração do crescimento da demanda doméstica é considerada um obstáculo para o setor. Ele também acredita que a crise pode ser uma oportunidade para o setor concentrar as expectativas positivas, sobretudo, no próximo Natal. "Deste limão, a crise econômica mundial, vamos fazer uma limonada e tirar algo positivo", disse.A avaliação de Masijah é que, no fim deste ano, as importações já terão caído o suficiente para elevar as vendas dos produtos nacionais em 8% em relação ao Natal do ano passado. "Os preços dos importados estão ficando mais próximos dos nacionais e o nosso produto tem melhor qualidade", explica. Além disso, ele acredita que recursos que estavam concentrados no pagamento de prestações de bens duráveis, como automóveis, vão ser revertidos para o consumo de vestuário com a crise.
Fonte: Agência Estado

Sebrae aconselha reforço na gestão financeira
Para enfrentar o período de crise financeira sem sentir maiores turbulências, os pequenos empresários brasileiros devem apostar na gestão financeira. O conselho é do diretor-administrativo-financeiro do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Alberto Santos, informa a Agência Brasil.
“Em qualquer situação, a gestão das empresas tem que ser muito firme, profissionalizada e voltada para um controle estrito de fluxo caixa, de redução de custos e de aumento da competitividade dos pequenos negócios. Sem isso, o pequeno negócio não sobrevive mesmo se não tivéssemos essas preocupações no horizonte”, afirma.
Ele diz que os pequenos empresários já sentem os efeitos das restrições de crédito, mas isso não está causando maiores problemas para as empresas. “Nada tão dramático que leve a uma falta de linhas de crédito ou de capital de giro”, afirma. Segundo o diretor, os empréstimos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) não foram afetados.
Para Santos, o momento não é de pessimismo. Ele acredita que a economia do país já sofreu impactos maiores com crises de menores proporções. “Hoje temos uma crise no centro do sistema e as repercussões no Brasil não têm sido tão graves como foram com crises muito menores, como a da Ásia, por exemplo. Isso me dá motivos para ser otimista”.
O diretor considera que o momento de crise pode ser uma boa oportunidade para setores que estavam sob forte concorrência dos produtos importados ou que diminuíram as exportações por causa da taxa de câmbio desfavorável.
O diretor do Sebrae aprova as ações do governo federal para minimizar os efeitos da crise, tanto a injeção de recursos no sistema financeiro como a continuidade das políticas de investimento, em especial das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Essas ações fazem com que o quadro se estabilize e as pequenas empresas são favorecidas com isso”, disse. As micro e pequenas empresas empregam 60% da população economicamente ativa e são responsáveis por 20% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Sebrae, 98% das empresas registradas são consideradas micro e pequenas empresas, por terem faturamento bruto anual de até R$ 2,4 milhões.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias
É isso ai, pessoal.... sucesso!!!
Sandro F. Voltolini