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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

27/08 - Desmistificando o RFID (Identificação por Rádio Frequência ou Radio-Frequency IDentification)

Trata-se de um método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de dispositivos chamados de tags RFID. Uma tag RFID é um pequeno objeto, que pode ser colocado em uma pessoa, animal ou produto. Ele contém chips de silício e antenas que lhe permitem responder aos sinais de rádio enviados por uma base transmissora (Fonte:Wikipédia).
A forma de funcionamento da tecnologia RFID é essencialmente, a que trata do fluxo de informação — quais os artigos que chegaram, os que saíram quando ocorreu uma movimentação no processo e para onde foram os artigos.
Eis como funciona o processo: cada etiqueta de RFID dispõe de um chip interno que pode armazenar informação. Você programa os chips de modo a transmitirem informação pertinente e depois imprime as etiquetas e coloca-as naquilo que quer controlar (por exemplo, nos artigos manufaturados, pallets, cartões ou mesmo em equipamentos). Os dispositivos associados, chamados leitores, recebem os sinais que os chips transmitem. Os leitores, que dispõem do seu próprio endereço IP, tal como qualquer outro dispositivo de rede, transmitem a informação para um dispositivo conhecido como "edge server" (servidor com placas de rede), que consolida a informação enviada pelos leitores. O "edge server" executa uma aplicação middleware (software personalizado) que transmite os dados regularmente para uma aplicação de gestão da cadeia de fornecimento, gestão do relacionamento com os clientes, ou ERP.
É necessário determinar qual a informação que pretende ser controlada. O controle de movimentos de inventário é apenas uma das capacidades da tecnologia RFID, que também pode obter etiquetas sofisticadas que funcionam como sensores e controlar variáveis como a temperatura. Por exemplo, uma empresa agrícola estuda a possibilidade de colocação de etiquetas RFID nas caixas dos produtos, para determinar as melhores condições de crescimento dos seus produtos.

Na cadeia têxtil e de confecção ainda se estuda como fazer a utilização dela para grandes quantidades de produtos (artigos do vestuário), principalmente em função dos custos das etiquetas... A expectativa é que esses bens de menor valor necessitem de etiquetas com custo entre 0,1 e 1 centavo de dólar, e a previsão da IDTechEx (http://www.idtechex.com/) é que isso se viabilize apenas em 2012. Para produtos com valor um pouco maior, como medicamentos, o custo aceitável ficaria na casa dos 10 a 30 centavos de dólar, sendo este o mercado em que a adoção dos RFID para itens individuais já está em andamento.

Ficou fácil de entender agora? Em breve postarei mais informações sobre esta tecnologia que está ai a nossa porta.

Sucesso a todos...

Sandro F. Voltolini

2 comentários:

Anônimo disse...

Boa matéria !!!!!!!

SANDRO, é isso aí.

Adelino Hass disse...

Existe grande expectativa para que esta tecnologia esteja acessível (custo). Aplicável em processos hoje considerados frágeis e que demandam de muita mão de obra indireta (Ex.: apontamentos e inventários).
Já imaginou você no supermercado não precisando retirar mercadorias do carrinho para passar no caixa?
Isto faz parte do mundo RFID...